Andy e Lana Wachowski estão de volta ao estilo que mais gostam: ficção científica cheia de ação, romance, filosofia... Tudo numa história original e com atores em ascensão. Mas será que dessa vez eles conseguiram acertar a mão e repetir o sucesso de seu eterno "Matrix"? Vamos ver.
Júpiter (Mila Kunis) é uma típica "gata borralheira" com uma vida comum e trabalhosa junto a sua família de origem russa. Certo dia, ela recebe a visita de Caine (Channing Tatum), um soldado geneticamente modificado que se tornou uma mistura de homem e lobo, e descobre que é herdeira de uma família real muito poderosa no universo. Porém, nem todos estão felizes com essa descoberta de Júpiter e cabe a Caine protegê-la a qualquer custo até que Júpiter assuma seu trono.
Bom, de uma coisa não podemos negar sobre os irmãos Wachowski: eles são muito esforçados em criar ficções científicas com ideias originais e cheias de referências nerds. Mesmo que não tenham acertado mais nada depois do primeiro "Matrix", ao menos eles tentam fugir do convencional .
Só que "Jupiter Ascending" peca em diversos sentidos. Apesar bonita ambientação dos planetas e dos bons efeitos especiais, a trama foi largada em segundo plano. No fim das contas, após duas horas de filme, você sai com a impressão de que nada aconteceu de interessante. A química do casal Kunis e Tatum é praticamente nula, então fica difícil comprar a ideia de romance entre os dois.
Outra coisa que me incomodou foram as piadas fora de hora. Talvez eles quiseram dar um ar meio cartunesco para a história, mas a coisa não engrenou aqui. O vilão então protagonizado pelo ganhador do Oscar Eddie Redmayne (A teoria de Tudo) é muito caricato e pouco convincente.
"Jupiter Ascending" definitivamente é um tiro no escuro dos irmãos Wachowski. Cabe, agora, um pouco mais de reflexão para que eles nos apresentem nos próximos filmes algo melhor. Mesmo que não supere o eterno "Matrix".
NOTA: 4,0 (Botas voadoras)





