Finalmente pude ver "A Centopeia Humana 3", filme que encerra essa que é uma das maiores e melhores franquias de terror de todos os tempos da história do cinema. Não... é zueira! O filme é uma merda. Mas, acompanhe essa resenha e entenda o motivo de muitos amarem e odiarem esse filme que é um ícone do cinema trash.
Bill Boss (Dieter Laser) é um atormentado carcereiro de um prisão que convive com sério problemas de rebeliões em sua prisão. Além disso, sofre com a pressão do governador (Eric Roberts) que não concorda com seus métodos contra os prisioneiros. Certo dia, Dwight (Laurence R. Harvey), braço direito de Boss, apresenta um projeto que pode revolucionar o sistema de recuperação dos presos na América: criar um centopeia humana na qual os 500 presos são interligados entre si através da boca e do anus.
Quando o primeiro filme saiu em 2009, tanto crítica quanto público ficaram chocados com a bizarra ideia construída pelo diretor Tom Six (que assina os 3 filmes e faz uma ponta neste). O boca a boca foi tamanho que logo se tornou um clássico do cinema trash. Meio que sem avisar, dois anos depois a segunda parte foi lançada e Six conseguiu se superar, trazendo uma sequência ainda mais sangrenta, bizarra e com níveis grotescos fora de qualquer realidade.
Em "A Centopeia Humana 3" (Sequencia Final), Six traz de volta os mesmos atores dos primeiros filmes, mas em papeis diferentes. O filme funciona como uma homenagem a si mesmo. Mas aqui ele apresenta alguns elementos que remetem aos filmes trash clássicos dos anos 70. Boss e Dwight parecem dois malucos que saíram direto de "O Massacre da Serra Elétrica". O foco é basicamente neles e em seus diálogos toscos, racistas, sexistas, disfuncionais e sem sentido algum. Isso por que o advento da centopeia humana já não é novidade para quem teve estômago para chegar a esta terceira parte.
"A Centopeia Humana 3" é uma coisa tão bizarra que fica difícil de classificá-la. Eu, confessor, comecei o filme na certeza que daria um zero. Porém ele é tão ruim, mas tão ruim, que fica impossível dar nota zero. E talvez seja exatamente essa a ideia do cinema trash: arrancar risos e vômito ao mesmo tempo.
NOTA: 5.0 (gosto estranho na boca)









