agosto 2016 - Cine Tchelo

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida


A missão de "Esquadrão Suicida" não era, no fim das contas, salvar o planeta de monstros terríveis e vilões sociopatas. Na verdade, o filme tinha como objetivo superar o "fracasso" de crítica que foi "Batman v Superman". Para isso, foi recrutado um verdadeiro pelotão de primeira linha, liderados por David Ayer, Will Smith, Margot Robie e Jared Leto. E o resultado dessa missão? Bem...

Depois do eventos de "Batman v Superman", que acarretaram na morte do homem de aço, a agente Amanda Waller (Viola Davis) prepara um plano para o governo que consiste em unir os piores vilões, encarcerados em uma prisão de segurança máxima, para realizar missões suicidas em troca da diminuição de suas penas. Controlados remotamente pelo governo e por Waller, Pistoleiro, Arlequina, Amarra, Magia, Capitão Bumerangue, Crocodilo e El Diablo aceitam a missão. Mas as coisas dão muito errado quando um dos "vilões" revela seus verdadeiros planos de dominação mundial.

É difícil apontar o que exatamente deu errado em "Esquadrão Suicida" quando há um catálogo enorme de erros. A começar pela direção. Ou pela montagem. Roteiro. Produção. Bem, acho que tudo isso forma uma amálgama do que não funcionou no filme. O diretor David Ayer bem que tentou apagar o incêndio após o lançamento do longa, mas a verdade é que talvez ele não fosse o diretor adequado. Claro que não deve receber toda a culpa, mas vamos aos fatos.

"Esquadrão Suicida" não parece muito um filme. Ele "funciona" como uma colagem. Como um vídeo clipe repleto de cenas fetiche, trilha sonora moderninha e ação sem limites. Contudo, os personagens não funcionam como grupo. Will Smith e Margot Robie se salvam pelo carisma, mas sofrem pelo roteiro fraquíssimo e uma edição vergonhosa. O resto dos personagens não faz diferença alguma. El Diablo até tem uma linha dramática, digamos, primária. Mas é  pouco. 

O coringa. Bem, o coringa é uma caso a parte. Totalmente jogado no longa, o personagem é desperdiçado e, quando raramente aparece, está excessivamente afetado, o que dificulta na hora de mostrar as intenções do personagens. Não há por que existir, a não ser o fato dele simplesmente ser o coringa. 

"Esquadrão Suicida" tem uma ótima trilha sonora e arte gráfica. E só. De resto, não funciona. Diverte moderadamente caso o espectador tenha muita boa vontade ou realmente nenhum senso crítico. Vamos ver, agora, o que a DC pretende fazer com os próximos filmes deste gênero que, cá entre nós, cansou.

NOTA: 5,0