Aproveitando o embalo dos filmes de ficção científica e viagem no tempo, "Predestination" aparece sem todo o glamour de outros títulos, como o "Interstellar", de Nolan. Contudo, o elenco interessante liderado por Ethan Hawke surpreende de forma positiva e pode apontar a volta desse gênero em que muitos amam e outros odeiam.
Em "Predestination", o agente temporal (Ethan Hawke) encara sua última missão antes da aposentadoria, onde ele faz diversas viagens no tempo atrás de um criminoso que aterroriza os EUA com diversos ataques a bomba. Em uma de suas viagens no tempo, o agente conhece a história de Jane (Sarah Snook) e vê nela uma grande aliada para finalmente combater seu maior inimigo.
É muito difícil dizer alguma coisa desse filmes sem soltar nenhum spoiler. Então, tentarei ser o mais sucinto possível, haja vista que qualquer deslize pode estragar a história. O filme dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, na verdade, não apresenta nenhuma revolução nesse formato de filmes de viagens no tempo. Ele é até apresentado de forma simples, sem grandes efeitos especiais ou firulas. E é justamente aí que está o charme. É muito provável que os fãs dos filmes desse gênero já matarão a charada em poucos minutos de película. Mas o que é interessante aqui é descobrir o porque dos fatos.
Os atores estão muito bem no filme, especialmente a parceria Ethan Hawke e Sarah Snook, que segura praticamente todo o filme. Quem for assistir "Predestination" esperando longas cenas de ação e tido pode esquecer. O filme tem longos diálogos, "flash backs" e explicações. Mas, ao contrário dos filmes do Nolan, as explicações aqui são necessárias e muito bem vindas. E apesar de os mais treinados já desconfiarem das coisas, e o filme aparentemente demorar para pegar no breu, ele vai dando aos poucos o gostinho e jogando perguntas na nossa cabeça quão mais próximo do fim ele se aproxima. Não é nada inovador, mas é muito bem filmado.
NOTA: 8,0 (Cases de violino)








