dezembro 2015 - Cine Tchelo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Star Wars 7: O Despertar da Força


Assistir a "Star Wars 7: O Despertar da Força" é, com certeza, ter uma experiência ímpar numa sala de cinema. Emoções, nostalgia, caça aos easter eggs, sentimento de aventura. Tudo vem de uma só vez e a ansiedade pode estragar a experiência. Mas, ao se tratar de Disney, que assumiu a franquia "pós George Lucas", temos a certeza de que um bom produto Pop nos será entregue. Embarque nessa jornada e acompanhe a crítica SEM SPOILERS.

Trinta anos após os acontecimentos de "O Retorno de Jedi", as forças rebeldes continuam na luta contra o lado negro da força que agora tenta se reorganizar como a Primeira República, após a queda das forças imperiais. Percebendo o perigo, a Resistência trava uma busca pelo último Jedi restante, Luke Skywalker. Cabe, então, ao jovens combatentes encontrarem o caminho da força para vencer o mal. 

Nas mãos da Disney a franquia Star Wars toma um caminho totalmente diferente. Bem, sim e não. A mudança está, na verdade, no resgate aos filmes clássicos da década de 70 e 80. Este episódio 7 teve a missão árdua de trazer os "velhinhos" que estavam desapontados depois dos episódios 1, 2 e 3 e conseguir uma nova safra de fãs, mais jovens e com força de consumo.

A missão ficou nas mãos do diretor J.J.Abrams. Fã, nerd e excelente diretor da nova geração. Ele reuniu os principais personagens da saga clássica, trazendo um ar nostálgico e aquele sorriso no rosto dos fãs. e trouxe novos e já queridos atores para continuidade da franquia. Fora que Abrams trouxe também o que usa de melhor em seus filmes e séries. Cenas de ação espetaculares, câmeras estilosas e perspectivas diferentes, fotografia que é marca registrada... tudo respeitando o universo Star Wars e o que a trilogia clássica teve de melhor. 

Mas, além da Disney e de J.J.Abrams, que segurou mesmo "Star Wars 7: O Despertar da Força" foram os novos personagens. Kylo Ren (Adam Driver) é um vilão antagônico e em formação, cheiro de dúvidas e traumas de seu passado. Poe Dameron (Oscar Isaac), o melhor piloto da Resistência, trouxe o carisma de um certo ar bonachão que viamos em Han Solo. Finn (John Boyega) soube encaixar o humor nos momentos certo. Mas a estrela é Rey (Daisy Ridley) uma personagem que parece ter sido feita pensando em cada um dos fãs de Star Wars. Linda, carismática, girls power, entusiasta. Rey é o que cada um de nós gostaria de ser se vivessemos por um dia nesse universo fantástico.

"Star Wars 7: O Despertar da Força" comete pouquíssimos erros. A trama pode não ser 100% original e algumas pontas ficaram soltas de propósito. Contudo, ao voltar-se ao que tem de melhor em si, Star Wars com certeza agradará a grande maioria de seus pública e deixa, no final, um gosto de quero mais. E logo! 

NOTA: 10


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Jessica Jones


A parceria da Marvel e Netflix está rendendo um excelente conteúdo exclusivo para o canal. Depois do sucesso de "Demolidor", a Netflix aposta em outro personagem Lado B da Marvel. Diferente de sua primeira incursão no mundo dos heróis, mas como muitas referências desse universo, "Jessica Jones" é uma agradável surpresa para os críticos e fãs por trazerem temas bem atuais como o feminismo, a posição da mulher na sociedade atual, a visão do homem quanto esta independência feminina e, obviamente, a incursão no mundo nerd e dos quadrinhos de super-heróis. 

Jessica Jones é uma super-heroína, que, após uma acidente de trânsito, o qual resultou na morte de sua família, adquiriu poderes especiais, como super força e a capacidade de voar. Após um período não muito bem sucedido na parceria com Os Vingadores, Jéssica retorna a seu bairro, Hell`s Kitchen, em Nova Yorke, e resolve trabalhar como detetive particular. Em um de seus casos ela investiga o desaparecimento de uma jovem garota. E é neste caso que Jéssica reencontrará um temido inimigo o  qual a fez como escrava mental e emocional por muitos anos. 

A série, apesar de ter altas referências de seu irmão "Demolidor", caminha com suas próprias pernas e atitudes. A parte positiva é que conhecemo umas personagem totalmente nova e que conversar diretamente com a discussão pública atual: o feminismo cada vez mais ativista nas mulheres. E isso vem graças a um bom roteiro de apenas 13 episódios e do talento dos atores principais. A dupla de heroína e vilão vividos por Krysten Ritter e David Tennant tem uma química deliciosa em cena, apesar da história perturbada entre os dois personagens. 

Tennat, especialmente, está excelente e rouba a cena na série. Seu personagem, Kilgrave, tem o poder de controlar a mente de qualquer pessoa. Assim, ele praticamente transforma todos em escravos de seus desejos. Quando ele encontra a super-heroína Jessica Jones se apaixona por ela e passa a controlar sua mente. Esta relação de controle e submissão é um tema muito atual e bem discutido na série. Aqui, a Marvel/Netflix nos mostra essa situação de forma respeitosa, mas direta, sem delicadezas. David Tennant dá um show de atuação como homem perturbado e com dificuldades de entender a liberdade de direito das mulheres. 

A parte negativa de "Jessica Jones" fugir um pouco de seu irmão "Demolidor" fica por conta das cenas de ação meio engessadas. Se na série anterior da Netflix a porradaria comia solta, cheia de coreografias perfeitas e tomadas geniais, aqui temos pouca criatividade, somente com a heroína porrando forte e arremessando seus inimigos na parede. Até daria pra relevar o fato de Jessica Jones não ser uma lutadora de artes marciais, "apenas". uma mulher com super poderes de força. Contudo, nem as cenas de luta em parceria com outro herói (Luke Cage) saíram muito boas.

Contudo, "Jessica Jones" não deve ser vista apenas como uma série de heróis porradeiros e engraçados. Aqui o buraco é mais embaixo. A Marvel/Netflix toca na ferida de maneira nada delicada e nos direciona a questionamentos que devem ser levado para a vida. Agora é torcer para que as próximas adaptações do canal consigam mesclar a profundidade de "Jessica Jones" com a ação frenética e estilosa de "Demolidor". Seria um deleite para nossos sentidos nerd. 




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

The Ridiculous 6


Adam Sandler é um gênio. Ou um cara de muita sorte na vida. Ou, pensando bem, as duas coisas. Isso por que seus filmes, de qualidade bem duvidosa (pra não dizer péssimos mesmo), ganham certa repercussão. Apesar dos seguidos fracassos de bilheteria ano após ano, os filmes de Sandler são imbatíveis em downloads via Torrent e no Netflix. Esta que, seguindo seu plano de dominar o mundo, e tendo os filmes de Sandler como os mais procurados em sua base de busca, assinou um contrato com o ator para uma dezena de filmes protagonizados pelo mesmo. "The Ridiculous 6" é o primeiro dessa parceria Sandler/Netflix. O resultado? Veja.

O meio índio, meio branco, Faca Branca (Adam Sandler) é um poderoso apache com poderes e habilidades especiais. Após a visita de seu pai, o qual nunca conhecera, Faca Branca tem a missão de juntar 50 mil dólares para salvar a vida de seu velho que está em sérios apuros. E é durante essa jornada que Faca Branca encontra seus outros 5 irmãos perdidos e formam o grupo fora da lei "Os Seis Ridículos". 

Sinceramente não entendi qual foi a da Netflix dessa vez. Aliás, entendi sim. Só não quero aceitar. Vindo de excelentes produções próprias em suas séries e filmes, aqui, em "The Ridiculous 6", a empresa oferece o mesmo produto ralé que vemos de costume nas produções de Adam Sandler. 

Dirigido por Frank Coraci e com uma porção de atores conhecidos do grupelo de Sandler, como Rob Schneider, Luke Wilson, Steve Buscemi e John Torturro, "The Ridiculous 6" serve como uma paródia ao ainda inédito filme de Tarantino "Os 8 Odiados". Mas, lembre-se: estamos tratando aqui do padrão Sandler de cinema, o qual é recheado de piadas sem graça, escatologia, inexpressão em atuar, roteiro e narração bem rasteiro.

Não há muito o que dizer sobre"The Ridiculous 6". É o mais do mesmo da repetição da carreira de Adam Sandler. O difícil é aceitar que a Netflix ainda fará uma porção de filmes em parceria com o ator nos próximos anos. Bom, talvez isso seja uma boa ação para tirar os filmes de Sandler dos cinemas, dando espaço para obras de melhor qualidade.

NOTA: 3,0 (Asno Constipado) 


























terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A Visita



O suspense sempre foi o carro chefe dos filmes do diretor M. Night Shyamalan. Ele conseguiu acertar na mosca quando nos presenteou com os ótimos "A Vila", "Corpo Fechado" e, claro, "O Sexto Sentido". Contudo, alguns deslizes na carreira e fracassos de bilheteria do diretor botaram em cheque sua credibilidade e talento. Agora, Shyamalan está de volta, sem muitas novidades, mas com um pouco mais de fôlego neste "A Visita".

O filme conta a história de dois adolescentes que, devido a uma viagem de férias da mãe, vão passar uma semana inteira na casa dos avós maternos, os quais eles ainda não conhecem. Criativos e entusiastas da sétima arte, os irmãos documentam o dia-a-dia na casa dos avós através de um documentário que eles registram com câmeras amadoras. Tudo parece ir bem. Até que, no cair da noite, os jovens começam a perceber que coisas estranhas acontecem com seus avós. 

Em "A Visita", M. Night Shyamalan ousa pouco. Ele "apela" para um gênero já cansado do cinema de suspense, o "falso documentário", usado exaustivamente nos filmes atuais. Apesar disso, ele tira um pouco o pé dos absurdos de seus últimos filmes e promove um retorno a simplicidade, dando mais foco ao suspense em si e a personagens assustadores por si só.

A dupla de atores mirins Ed Oxenbould e Olivia DeJonge estão muito bem e dinâmicos como irmãos aventureiros. Especialmente Ed, uma boa surpresa nessa nova safra de atores. Eles carregam quase todo o longa e escapam um pouco do clichê de adolescentes burros ou teimosos demais para perceber que algo de errado está acontecendo. 

"A Visita" é um suspense que, apesar de não apresentar nenhuma novidade para o gênero, nos apresenta uma boa diversão e alguns sustos não apelativos. A ideia aqui é um terror mais de situação. Se você for um pouco mais atento vai pegar o "plot twist" do final logo no começo do longa. Mas tente não se prender a isso e deixa a trama levar. 

NOTA: 7,0 (doces da vovó)