O astro Keanu Reeves andava meio sumido das telonas. Depois da tragédia que foi "O Dia em que a Terra Parou", sua carreira deu uma estacionada. Em "O Homem do Tai Chi" e "47 Ronins", ele reapareceu com boas ideias, mas parece que o resultado não agradou a todos. Contudo, em "John Wick", finalmente ele consegue um papel de impacto, mesmo que literalmente, na porrada.
John Wick é um ex assassino de aluguel da máfia russa que resolveu largar tudo pelo amor de uma mulher. Porém, após o falecimento de sua esposa, Wick tenta lidar com o luto cuidando de um cachorrinho que sua mulher deixou de presente antes de morrer. Mas o filho mimado de um grande mafioso russo, ex parceiro de Wick, acaba matando o cachorrinho sem saber de quem se tratava. Então, Wick parte para um vingança furiosa, o que vai afetar toda a máfia de Nova York.
Aqui, mais uma vez temos o bom e velho roteiro sobre vingança. De fato, não há nada criativo quanto a esse quesito. Talvez a motivação da vingança seja um diferencial, mas todos os clichês dos filmes de ação dos anos 80 estão aqui: herói aposentado, em luto, soturno e com o destino trabalhando para que ele volte mais uma vez a ação para salvar o dia.
Mas, por incrível que pareça, "John Wick" é um ótimo filme de ação. E, nesse sentido, o roteiro não atrapalha. A direção da dupla David Leitch e Chad Stalhelski é uma boa surpresa. Os dois, que também são dublês, capricham nas tomadas de ação e nas coreografias de luta. A ação é estilosa, violenta, acrobática e bem visceral. Keanu Reeves está bem a vontade no papel. Não espere uma grande atuação, coisa que não é o forte do mesmo, contudo, o ator parece em grande forma e disposto a voltar ao gênero que o consagrou.
"John Wick" é um pipocão bem adequado para ver em casa, curtindo uma noite de preguiça, pra relaxar dos filmes mais "cabeçudos" do Oscar e do Globo de Ouro. Não espere aqui uma história surpreendente, mas, com certeza, as boas cenas de ação vão agradar aos fãs do gênero.
NOTA: 7,5 (headshots)

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