Junte uma atriz queridinha da América, um roteiro baseado em fatos reais. história de superação, diretor de filme premiado no ano passado e paisagens bucólicas dos EUA. Pronto. A massaroca resulta, claro, em indicação ao Oscar 2015. É a segunda indicação para Reese Whiterspoon e a segunda baseada num personagem real.
Cheryl Strayed (Reese Whiterspoon) é uma garota que possou por diversos problemas em sequência. Após a morte traumática de sua mãe, Cheryl se separou do marido e caiu num ciclo destrutivo de vício em heroína e sexo promíscuo. Ao chegar ao fundo do poço, ela resolve largar tudo em sua cidade e partir para um viagem em busca de autoconhecimento. Mas não um viagem qualquer e sim a "Pacific Chest Trail", que consiste numa trilha de 4.200 km da fronteira do México ao Canadá.
É impossível ver essa película sem fazer comparações com seus "primos" distantes (e bem melhores) "Into the Wild" e "127 horas", Obviamente, a temática da busca pelo autoconhecimento está presente nos três. Mas claramente podemos ver a diferença entre eles. Se em "Into the Wild" temos uma sintonia quase perfeita de boa atuação, história (real) cativante e trilha sonora e cenários impecáveis, em "127 horas" vemos praticamente os mesmo quesitos só que com uma direção estilo. Ok. Mas e "Livre"?
Talvez o problema (se isso pode ser considerado um) de "Livre" seja o momento tardio de seu lançamento. Não há nada aqui que já não tenhamos visto antes, especialmente nos citados acima. Temo uma direção correta. Jean-Marc Vallée até usa uma edição diferente para mostrar um pouco de estilo. Mas sabe quando a coisa não pega como deveria? Ele não consegue dar consistência a história, não apresenta bons personagens e peca ao não encontrar o tom dramático quando deveria.
Mas, no fundo, quem deveria dar mais ao seu personagem era Whiterspoon. Há boas chances para a atriz impor uma carga dramática ao personagem, mas sua atuação não convence. Talvez pela falta de expressão da atriz que sempre tem a mesma cara em qualquer situação. Apesar da indicação ao Oscar, fica uma sensação de preenchimento de vaga, sabe?
Acredito que aqueles que não viram "Into The Wild" ou "127 horas" podem gostar de "Livre". Os cenários são bonitos e há boas cenas em família. Mas quem já viu os primos ricos, acredito que não vá se impressionar muito.
NOTA: 6,5 (Botas apertadas)

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