"The One I Love" saiu ainda em 2014, mas só agora pude vê-lo. Acredito que como a maioria de vocês, não tive muitas informações sobre roteiro ou até mesmo a trama do filmes. E quer saber: essa é a principal magia deste filme. Então, nos próximos parágrafos tentarei soltar o mínimo possível para que a experiência do filme seja ainda melhor.
Em "The One I Love" conhecemos o casal Ethan e Sophie. Juntos já há alguns anos, os dois passam por uma crise no casamento. Tentando consertar as coisas na relação, o casal busca a ajuda de um terapeuta de casais. O terapeuta, então, vendo que os dois precisam de um tempo só para eles, indica uma viagem de fim de semana a uma casa no interior. A viagem, então, mudará definitivamente a relação do casal em crise.
A esquizofrenia no filme de Charlie McDowell, seu primeiro longa, tem muito a ver com três fatores importantes: a direção que da liberdade a seus atores; aos próprios atores que mostram uma química muito interessante; ao roteiro muito bem trabalhado que da liga à trama. Uma coisa parece ligar a outra muito bem. O casal, vivido por Mark Duplass e Elisabeth Moss, está excelente como uma casal comum em crise pelo longo tempo de relacionamento.
A trama de "The One I Love" impede que a resena se estenda demais sem que spoilers sejam lançados e matem a surpresa. O "mote" do filme é apresentado logo no início, mas o desenrolar da história é a parte interessante. Se por um lado este não é um filme para todos (o grande público com certeza não vai comprar a ideia e as metáforas implícitas), "The One I Love" é um filme que pode surpreender pela qualidade da trama e as ótimas atuações. Bom pra ver com o/a parceiro/a e discutir a relação logo após a exibição.
NOTA: 8,0 (Sessão de terapia)

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