Trocando os Pés - Cine Tchelo

quarta-feira, 18 de março de 2015

Trocando os Pés


Uma coisa não podemos negar sobre Adam Sandler: ele é um cara insistente e que gosta de trabalhar. Pena que nem sempre seus filmes apresentam alguma qualidade mesmo que razoável. O incrível é que o ator parece ter um bom carisma, especialmente com o público brasileiro que gosta de seus lançamentos. Mas será que o carisma de Sandler segura as ponta em "Trocando os pés"?

Max (Adam Sandler) é um homem solitário que toma conta da sapataria de seu pai, desaparecido há anos, na periferia de Nova Yorque. Certo dia, ao receber um sapato de um cliente para conserto, sua sapateira quebra e ele é obrigado a usar uma antiga máquina de seu pai. Ao experimentar o sapato do cliente, Max descobre que a antiga máquina tem poderes mágicos e ele se transforma na aparência dos donos dos sapatos deixados na loja. Enquanto Max se diverte com a nova descoberta, ele não sabe que está se envolvendo em lugares perigosos que ele nem imagina. 

Todo sabemos que atuar não é lá o maior dom de Sandler. Tanto que ele mesmo se deu conta disso e desenvolveu um estilo monossilábico de contracenar em seus filmes. E incrivelmente ele consegue ser ruim até mesmo em frases como "hum hum", "pois é" e "tá certo". A trama de "Trocando os pés", com essa mudança de personagens a cada sapato trocado, poderia ajudar Sandler nessa preguiça de atuação. Pelo contrário. As idas e vindas do enredo confuso deixaram o ator ainda mais perdido e deslocado.

Confesso que, ao terminar o longa, não descobri qual foi a ideia. Era pra ser uma comédia? Um drama de pai e filho com momentos engraçados? Um romance de um cara desajeitado tentando se virar no mundo capitalista opressor? Sei lá. O fato é que, juro, não consegui dar uma risada sequer, tampouco me emocionei. Depois do primeiro ato, de apresentação dos personagens, a trama se perde em labirintos que nem Hércules seria capaz de se livrar. O final do filme então é de estremecer os ossos de tão bizarro.

Adam Sandler tem bons filmes em sua carreira. Uma cavocada mais atenta lhe trará coisas boas em sua filmografia. Contudo, não entendo por que Sandler se mete nessa. É bem claro nesse filme que ele está pouquíssimo motivado. E nem podemos dizer que ele sofre do mal Nicolas Cage, haja vista que o mesmo está muito bem financeiramente. De qualquer forma, prepare-se. Este ano ainda tem mais lançamentos de Sandler nos cinemas. Que Deus nos proteja!

NOTA: 0 (Sapatos furados)


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