Corrente do Mal - Cine Tchelo

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Corrente do Mal


Nos últimos tempos um incontável número de remakes de filmes de terror clássico e outros com a temática adolescente inundaram os cinemas. O problema é que a qualidade da maioria desses filme é bem abaixo da crítica, o que sujou um pouco a imagens do gênero terror/suspense. Contudo, algumas boas surpresas apareceram, como "Babadook" e "Invocação do Mal", que deram novo fôlego e bons sustos. "Corrente do Mal" entra, também, nesse grupo de bons filmes de terror nos tempos modernos.

Jay (Maika Monroe) é uma jovem típica do subúrbio dos EUA: cheia de conflitos e ansiedades típicas da idade. Quando ela finalmente vai ter relações sexuais com seu novo namorado, ela descobre que ele lhe passou uma maldição que é transmitida pelo sexo. A pessoa passa a ser atormentada por uma entidade maligna e precisa fazer sexo com outra pessoa para passal a maldição à frente. 

O filme é dirigido pelo estreante David Robert Mitchell, e ele se mostrou muito talentoso. A ambientação criada por ele, a câmera voyer pelo bairro dde Jay e os closes em câmera lenta são belas homenagens à clássicos do terror dos anos 70 e 80. É muio divertido identificar todo clima que John Carpenter e Kubrick faziam no passado aqui em "It Follows". Mais do que o roteiro meio esquisitão, o que vale a pena mesmo é o estilo de Mitchell, que não apela para o batido terror de sustos jump scars. Não, ele prefere algo mais sutil, utilizando, e muito, a trilha sonora para deixar o espectador constantemente tenso, em alerta. 

A protagonista convence no papel de adolescente atormentada, mas não chega a se destacar tanto. Já seus amigos coadjuvantes são totalmente sem graça. Às vezes da até vontade que eles tenha uma destino, digamos, sinistro durante o longa. Porém, repetindo, mesmo a atuação insossa deles não atrapalha o filme. 

"Corrente do Mal" é um filme de terror moderno, estiloso, mas cheio de referências à filmes clássicos. Quem gosta dessa nostalgia com certeza vai se prender ao filme. Já quem espera o bom e velho clichê, pode se aborrecer um pouco pela falta de um "monstro". Apesar disso, vale a pena conferir.  

NOTA: 8,0 (Camisinha nem pensar?)



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