2015 foi um ano produtivo para o diretor Eli Roth. Além de "Canibais", outro filme seu foi lançado e nós já falamos dele aqui: "Bata Antes de Entrar". Mas não se engane. Apesar ter boa técnica de filmagem e ter estilo nas locações, a falta de criatividade é gritante e,talvez, só impressione aos jovens que não conhecem os clássicos do horror.
Um grupo de ativistas norte americanos vai até a Amazônia peruana para protestar contra uma mega empresa que explora a região. Mas as coisas não vão bem quando o avião que transportava os ativistas cai em plena mata fechada cercada por índios canibais.
Claramente a intenção deste "Canibais" é fazer uma homenagem ao clássico filme de horror dos anos 80 "Holocausto Canibal". Apesar do nome em inglês ser diferente (Green Inferno) a premissa é basicamente a mesma. Até aqui, ok. Roth até acerta nas locações, nas belas tomadas aéreas da floresta e com a incontável equipe de figurantes indígenas.
O fato é que o filme é ruim por si só. Naturalmente o roteiro não é algo a ser relevado em filmes Gore. Contudo, ao menos os personagens precisam ter carisma, o que não acontece aqui. A cada morte bizarra e, por vezes, engraçada, torcemos para que o canibais destrocem uma a um essa equipe de burgueses sem graça.
"Canibais" é um filme que não acrescenta. Com o dinheiro e a boa técnica que possui, Roth poderia oferecer algo novo, não uma cópia de algo que já foi feito à exaustão. Ele, tão amigo de Tarantino, deve ter confundido as ideias do amigo e pensado que para copiar não é preciso inserir algo novo.
NOTA: 4,5 (Formigas de fogo)

Nenhum comentário:
Postar um comentário