A Bruxa - Cine Tchelo

terça-feira, 26 de abril de 2016

A Bruxa


Não é de hoje que o cinema de terror ganhou um frescor com as  produções lançadas na última década. "Sobrenatural", "Corrente do Mal" e "Invocação do Mal" são alguns exemplos de como esse estimo de cinema está em alta e bem produzido. "A Bruxa", assim como os seus irmão citados, surge fazendo referências a clássicos do gênero, mas sem perder sua identidade. O resultado? Vamos ver.

Em 1630, na Nova Inglaterra, uma família cristã é expulsa de sua comunidade por sua fé não ser adequada com os demais moradores do condado. Então, o casal William e Katherine partem com seus 5 filhos para uma nova vida, totalmente isolados do resto do mundo, no meio da floresta. Contudo, depois que bebê do casal desaparece de forma misteriosa, a fé da família será testada quando todos começam a suspeitar de que uma bruxa vive entre eles. 

Robert Eggers é um diretor a ser observado daqui por diante. Ele consegue em "A Bruxa" apresentar um estilo bem particular, tanto na linguagem, quanto no estilo de filmar. O terror aqui não é somente na figura assustadora de uma suposta bruxa. Aqui o terror é psicológico, sugerido, o que deixa o espectador ansioso pelo que pode vir. As referências em "O Iluminado" e "O Exorcista" são bem claras e bem vindas.

Anya Taylor Joy, que faz a filha mais velha da família, é uma grata surpresa. Sua atuação é convincente e rege a trama. O núcleo familiar em si é interessante. Ele não é esmiuçado de forma proposital para que o espectador entre na angústia e no fanatismo de uma família do século 17, embebidas em mitos e histórias passadas durante séculos.

"A Bruxa" não é um filme de terror convencional. Isso pode incomodar alguns mais "tradicionalistas", que buscam gore e jump scars. Contudo, aqueles que gostam de sair da zona de conforto vão se deliciar e arregalar os olhos na sequência final assustadora.

NOTA: 8,0


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