Dois Caras Legais - Cine Tchelo

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dois Caras Legais


2016 não foi um ano muito fértil no terreno da comédia. Tivemos títulos bem irregulares e o gênero não chegou a se destacar, perto dos grandes blockbusters de super-heróis. "Dois Caras Legais" é despretensioso, mas é uma das poucas boas comédias do ano passado. Graças, claro, a boa química dos atores e de um roteiro, se não genial, pelo menos divertido. 

Jackson Healy (Russell Crowe) é um detetive brutamontes que trabalha em pequenos casos para levantar uma grana. Usando de maneiras pouco ortodoxas, muitas vezes violenta, Healy é conhecido pela truculência, numa Los Angeles efervescente nos anos 70. Quando a filha de uma funcionária do governo é sequestrada, Healy é contratado para o serviço e precisa da ajuda do atrapalhado detetive Holland March (Ryan Gosling).

Dirigido por Shane Black (Melhor Impossível, Máquina Mortífera 4), "Dois Caras Legais" flerta muito com as comédias dos anos 80. O diretor está em terreno seguro e prefere não arriscar muito. Ele aposta num roteiro simples e deixa que os atores segurem as pontas. E acerta nesse sentido. O filme flerta entre o besteirol, a ação e nos "filmes de tiras"... Bem na vibe Máquina Mortífera. 

A melhor coisa em "Dois Caras Legais" é a interação entre Gosling e Crowe. Os dois estão muito bem e parecem se divertir com seus papeis. Gosling, o queridinho do momento, está super a vontade e arrisca algo mais caricato, enquanto Crowe faz o bom e velho "tira mau". 

"Dois Caras Legais" é um sessão da tarde que, se não é memorável, rende algumas risadas. As atuações são boas e o roteiro diverte pelos absurdos e piadas nonsense. Para um ano fraco em comédias, esta pode ser uma boa pedida. 

NOTA: 8,0












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