Keanu Reeves resolveu investir com tudo nessa nova retomada de sua carreira. O ator abraçou de vez o gênero de ação e porrada sem limites e deixou de lado um pouco os filmes dramáticos, que, cá entre nós, não são muito seu forte. "John Wick - Um Novo Dia Para Matar" é a continuação do longa que surpreendeu a todos e sua a mesma fórmula de tiro, porrada e bomba.
John Wick (Keanu Reeves) até tenta se aposentar. Mas parece que os problemas teimam em persegui-lo. Após recuperar seu carro que estava em posse da máfia russa, Wick chama a atenção de um ex-colega e assassino profissional que reaparece para lhe cobrar uma promissória. Contudo, mais do que pagar essa dívida, Wick agora tem que enfrentar uma legião de assassinos que podem receber uma fortuna pela cabeça de John.
Esta continuação é dirigida novamente por Chad Stahelski, que usa toda sua experiência como dublê para imprimir cenas de ação de tirar o fôlego. Assim como no primeiro filme, este esquece um pouco os diálogos e o roteiro para dar foco a ação frenética e coreografias impressionantes. Para quem gostou do primeiro filme, o segundo repete e aperfeiçoa ainda mais o estilo.
Keanu Reeves está bem num papel que lhe exige pouco texto e muito físico. Ele está bem à vontade no papel e parece se divertir com o personagem. Aqui, não espere nada de novo ou surpreendente. A fórmula é a mesma. Mesmo que tenhamos uma sensação de deja vu (e até um soninho lá pro meio do filme) as cenas de ação valem a pena. Os efeitos práticos são bem impressionantes.
"John Wick - Um Novo Dia Para Matar" é divertido e sem compromisso. Aqueles que preferem algo mais denso, melhor passar longe. O que temos aqui é filme pipoca. Para desligar e esquecer. Quem curtiu o primeiro e está nessa vibe, vai se divertir. A franquia termina aberta para continuações e temos a impressão que teremos uma franquia bem parecida com "Bourne" e "Busca Implacável". Veremos.
NOTA: 7,5

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