Robert Rodriguez e Quentin Tarantino representam um geração inteira de fãs de cinema, justamente por trazerem elementos do cinema trash dos anos 70 e 80 e dar uma roupagem jovem e estilosa. Diversos produtos são fruto da obra desses diretores e podemos dizer que "Blood Drive" bebe dessa mesma fonte. Personagens bizarros, sangue, sexo e palavrões. A fórmula é pronta. Mas será que o resultado é bom?
A trama é sobre uma Los Angeles num futuro distópico onde os recursos naturais são escassos. Tudo o que temos é monopolizado pela empresa "Heart Entrerprise", que domina desdo alimentos até a tecnologia. Como o combustível também é escasso e muito caro, as pessoas desenvolveram uma nova maneira de combustível para os carros: sangue humano! E nessa premia, uma corrida maluca e mortal que atravessa todo os EUA reúne uma dezena de loucos, maníacos, assassinos e degenerados em busca de prêmio e glória.
A parte positiva de "Blood Drive" fica por conta do princípio de seu enredo. Apesar de não apresentar muitas novidades, a história de um policial infiltrado na "Blood Drive" para investigar os crimes da "Heart Enterprise" enquanto busca pela sobrevivência em meio a um mundo cheio de psicopatas é interessante. Isso da pano para manga para apresentar diversos personagens bizarros, muito sangue e sexo. Acredito que, nesse ponto, a série mira um público mais jovem e menos criterioso. E acerta.
Contudo, não é só estilo e homenagens a Tarantino que salvam uma série de longos 13 episódios. Se focassem em algo ao estilo Mad Max, talvez a série se sustentasse. Mas a falta de profundidade de seus personagens derruba qualquer pretensão de "Blood Drive". Além de pouco desenvolvidos, os atores são canastrões. E nem da pra dizer que é de propósito, para homenagear os "Grindhouses" dos anos 70. Salva-se apenas o vilão Stinx, vivido por Colin Cunningham, que é um alívio em cena.
"Blood Drive" tem uma boa premissa e alguns episódios divertidos. O publico mais jovem com certeza vai sentir falta da série, já que não foi renovada para uma segunda temporada. Contudo, a falta de profundidade dos personagens e o roteiro capenga de quase toda a série deixa o produto esquecível.

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