Finalmente saiu um dos filmes mais aguardados pelos cinéfilos brasileiros. Sem dúvidas dos personagens da "Liga da Justiça" são uns dos mais queridos pelos fãs de quadrinhos e desenhos animados, e vê-los reunidos na telona cria muita expectativa no público. Mas será que a irregularidade do universo cinematográfico da DC conseguiu, finalmente, acertar o tom?
Após os atos que culminaram com a morte do Superman em "Batman v Superman", Bruce Wayne (Ben Aflleck) percebe que uma novo ataque alienígena é iminente e ameaça a segurança da Terra. Dessa forma, Wayne convoca uma legião de pessoas com "habilidades especiais" para combater esse mal. Juntam-se a ele Diana Prince (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller). A Liga da Justiça está formada e eles precisam trabalhar em conjunto o terrível Lobo da Estepe e seus parademônios.
Desde o início a produção de "Liga da Justiça" passou por diversos problemas, que, na verdade, começaram bem antes com "Batman v Superman". Isso porque o filme anterior, também dirigido por Zack Snyder, dividiu a opinião do público e crítica. O toque pessoal e soturno de Snyder é meio que ame ou odeie. O fato é que a Warner resolveu, digamos, suavizar o tom em "Liga da Justiça". Para isso chamaram outro diretor. E esse é o principal dilema deste filme.
Se por um lado o filme acerta em cheio na fotografia e na belíssima cinematografia proposta por Snyder (o diretor sabe melhor do que ninguém reproduzir cena dos quadrinhos nas telonas), por outro a mudança de roteiro e da trama transformou o filme numa colcha de retalhos. No início o longa indica para uma ameaça séria, onde os personagens precisam se superar ao limite para vencer. Mas no final o roteiro debanda para a galhofa, inserindo um combo de piadas e humor para, talvez, se parecer mais com o universos proposto pela co-irmã Marvel.
Não podemos negar que ver esses personagens juntos é algo delicioso. Os atores, inclusive, casaram muito bem com seus personagens e a interação deles é muito divertida. Apesar deles não apresentarem grandes interpretações, a questão aqui não é essa, mas sim a química da Liga. E isso está no ponto certo.
Ver a Liga da Justiça finalmente nos cinemas deveria ser algo grandioso, catártico e, claro, divertido. Neste caso, a Warner nos oferece apenas o terceiro item. De resto o filme é apenas mais um no universo esquizofrênico da DC. Vá ao cinema, chame a/o namorada/o e coma muita pipoca. Talvez aqui seja o caso clássico de "desligue o cérebro e vá se divertir".
NOTA: 7,0

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