Guillermo del Toro talvez seja o mais nerd diretor de cinema da atualidade. Sua filmografia é conhecida pelo ode aos montros e robôs gigantes. Aqui em "A Forma da Água" a história não é diferente e del Toro apresenta, novamente, um emocionante conto sobre o amor, os desajustados da sociedade e, claro, monstros.
Durante a Guerra Fria, conhecemos Elisa (Sally Hawkins), uma zeladora de um laboratório experimental nos EUA. Muda e introvertida, Elisa tem contato com poucos amigos no dia a dia. Quando uma misteriosa criatura aquática chega ao laboratório para ser estudada, Elisa se encanta com o mostro e passa a ter uma relação mais íntima com ela. Mas Elisa precisa correr contra o tempo antes que um inescrupuloso agente do governo mate a criatura em busca de uma promoção.
"A Forma da Água" segue o padrão fantástico de del Toro, que transforma a história mais bizarra em fábula. Dessa vez ele aponta para um romance improvável. Mesmo que o roteiro apenas resvale na tentação de contar as origens da criatura, o filme ganha força pela empatia de seus personagens. Sally Hawkins esta muito bem e da uma interpretação física e expressiva. Michal Shannon, que interpreta o vilão Strickland, também está desprezivelmente excelente.
"A Forma da Água" é mais um conto de fadas meio torto dirigido por del Toro. Se por um lada falta um pouco de sustância no roteiro previsível quanto ao destino de seus personagens, por outro temos a sensibilidade do diretor e de seu elenco que sabem contara uma história.
NOTA: 8,0
NOTA: 8,0

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