Viva: A Vida é uma Festa - Cine Tchelo

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Viva: A Vida é uma Festa


Mestre na arte de emocionar os corações mais gelados neste planeta, a Pixar retorna com mais uma de suas animações, novamente em parceria com a Disney. Em "Viva: A Vida é uma Festa" o estúdio abusa das cores e das músicas para falar sobre uma das festas mais populares do México: O dias dos mortos. Com sensibilidade e aventura, a Pixar acerta novamente e nos entrega uma de suas melhores animações. 

Miguel é um menino que sonha em ser músico e seguir os passos de seu ídolo, o grande músico mexicano Ernesto de la Cruz. O problema é que sua família, devido a traumas do passado, abomina qualquer tipo de música em suas vidas. Teimoso e obstinado, Miguel pretende se apresentar no concurso da cidade que acontece no dia dos mortos. Mas eventos sobrenaturais levarão o garota a uma viagem fantástica em busca de seus antepassados. 

"Viva: A Vida é uma Festa" não é necessariamente o filme mais original já realizado pela Pixar. Pelo contrário. A velha fórmula de "tentar voltar para casa" esta lá, assim como acontece em diversos outros títulos, como "Toy Story", "Procurando Nemo" e "Up", por exemplo. Entretanto, isso não necessariamente é um problema, já que o estúdio prefere apostar em seus personagens, nas cores, na música e na aventura que em um roteiro muito complexo. 

A escolha pelo tema "dia de los muertos" não poderia ser melhor. O filme fala sobre a vida e a morte de uma forma muito delicada e sabe dosar o humor característico das animações da Pixar e a emoção. Os personagens em "Viva" são cativantes e, apesar de, como dito antes, o roteiro não ser muito complexo a ponto de levá-los a camadas mais diversas em suas tramas, a empatia dos mesmos logo conquista o público nas primeiras cenas.

"Viva: A Vida é uma Festa", em suma, é a velha fórmula da Pixar dando certo. Apesar de você saber de cor e salteado o que vem a seguir, a coisa flui de forma tão natural que tudo fica agradável. Dificilmente você não irá se emocionar, mas calma. Não superestime, afinal, não se trata de um dramalhão daqueles. É Pixar, se divirta! 

NOTA: 8,5


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