De uns tempos pra cá os filmes de animação são os responsáveis por trazer os discursos mais relevantes e ousados. Talvez pela liberdade maior de seus produtores, as animações estão a frente dos live action tradicionais ao abordar temas como futuro, filosofia, morte e sexo. Love, Death + Robots é a nova série da Netflix que tem a assinatura do produtor David Fincher.
A antologia de animação contém 18 episódios e tratam e tem com pano principal a temática do título: Amor, morte e robôs. Mas, ao fundo, cada episódio discute diversos temas sensíveis a evolução (ou não) da humanidade e as projeções para o futuro. Cada capítulo conta com diferentes artistas e diretores. E isso traz um frescor a cada nova experiência, já que cada animação tem seu próprio estilo, seja captura de movimentos, anime ou cartoon.
Love, Death + Robots é baseada em uma HQ de sucesso dos anos 80 chamada Heavy Metal. Lá, assim como cá, utilizavam a ficção científica, a filosofia e a fantasia para fazer paralelos e analogias dos caminhos da sociedade. A série da Netflix, claro, bebe de suas próprias fontes também. É comum fazermos um link com BlackMirror, devido a profundidade de suas histórias.
Um trunfo da série, além da qualidade impressionante das animações, é a duração de cada episódio. Não passando de no máximo 15 minutos, cada capítulo funciona de maneira independente e vai direto ao ponto. Alguns, obviamente, mais do que outros.
Love, Death + Robots é uma grata surpresa da Netflix. A série, de conteúdo adulto, se aprofunda em temas atuais da sociedade e discute diversos arquétipos contemporâneos. Alguns episódios soltos parecem portfólio de equipe de animação. Contudo, até os menos inspirados, geram boas discussões e divertem a sua maneira.

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