Pierce Brosnan está de volta aos filmes de ação. Depois de dar lugar a Daniel Craig na franquia 007, Brosnan passou um tempo fazendo algumas comédias românticas e outros filmes mais leves. Talvez para separar um pouco a imagem do ator com o mais famoso agente secreto do mundo. Contudo, aqui está ele em mais um filme de espionagem, pancadaria e mulheres fatais. Será que vale a pena?
A trama de November Man, e seu inacreditável subtítulo nacional "Um espião Nunca Morre", conta a história de Peter Deveraux (Brosnan) um ex agente da CIA que se aposenta após uma fracassada de treinamento que culmina na morte de inocentes. Mas, cinco anos depois, Deveraux é convocado para uma ultima missão para resgatar uma agente infiltrada na Rússia.
Lendo essa breve sinopse acima você deve se perguntar: "Mas esse não é um filme do James Bond?". Pois é. E é este um dos principais problemas em November Man. A direção excessivamente segura de Roger Donaldson nos oferece praticamente uma cópia dos filmes de 007. Ou de 90% dos filmes de espionagem em geral. Não há grandes emoções aqui, reviravoltas na trama, cenas de ação de tirar o fôlego, efeitos especiais de última geração ou, melhor do que tudo dito antes, um bom roteiro. November Man é um filme genérico, um pastiche de tudo o que já foi visto.
A impressão que dá ao fim November Man é de estar em casa, segunda-feira a noite, cansado do trabalho, meio sonolento, meio entediado, vendo a mais um filme de ação dos tantos que passam na Tela Quente. E talvez tenha sido mesmo essa a intenção dos produtores.
NOTA: 6,0 (espiões infiltrados)

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