Não há dúvidas de que o
diretor Christopher Nolan (O cavaleiro das Trevas e A Origem) é um dos mais aclamados entre o
público e a crítica hoje em dia. Muitos acham suas obras geniais e outros acham
que ele é um diretor superestimado. Mas o inegável é que seus filmes nunca
passam em branco. Neste fim de semana estreia Interestelar, talvez seu filme mais nerd e ambicioso. Será que
Nolan conseguiu se superar dessa vez?
A trama de Interestelar é sobre um futuro distópico
no qual metade da população do planeta terra sucumbiu pela falta de água,
alimentos e pela poeira que toma conta do ambiente. O engenheiro espacial
Cooper (Matthew
McConaughey) é um dos poucos fazendeiros que restaram e cultiva
milho com sua família. Mas uma série de eventos (sem soltar spoiler) faz com
que Cooper parta junto a NASA para uma última missão espacial para tentar achar
respostas e salvar a humanidade da extinção.
A primeira parte do longo
filme (quase três horas) é lenta e sensível ao mostrar a relação conflituosa
entre Cooper e sua filha Murphy (Mackenzie
Fox). Até que a ação comece de verdade o filme demora para engrenar. No entanto,
a partir da decolagem de Cooper e sua equipe ao espaço, Nolan apresenta uma
verdadeira catarse para os fãs de ficção científica. A produção, os efeitos
visuais, de som, a criação dos planetas, dos buracos negros, as naves... Tudo é
muito bem feito e remete aos filmes clássicos de viagem espacial dos anos
80/90.
Mais uma vez o destaque
especial para a película de Nolan é a trilha sonora. Hans Zimmer assina mais
uma vez a trilha e carrega o espectador com cuidado até os momentos de clímax do
filme. Já o ponto negativo mais uma vez fica por conta dos looongos diálogos e
explicações desnecessárias do roteiro. Isso virou uma marca dos irmãos Jonathan
e Christopher Nolan (que assinam o roteiro):
explicar a mesma teoria uma, duas, três, quatro vezes, mesmo que a explicação esteja
na imagem ou subentendida.
Interestelar é um bom filme.
Não chega ao frenesi da trilogia do Cavaleiro
das Trevas, nem é tão surpreendente quanto A Origem ou Amnésia. Cinéfilos
mais experientes já vão matar a trama logo nas primeiras cenas do filme. Mas
esta obra é contemplativa, com cenas belíssimas e trilha sonora impecável. Dedicado
aos nerds e feito por nerds.
NOTA: 8,5 (Buracos de minhoca)

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