Interestelar - Cine Tchelo

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Interestelar


Não há dúvidas de que o diretor Christopher Nolan (O cavaleiro das Trevas e A Origem) é um dos mais aclamados entre o público e a crítica hoje em dia. Muitos acham suas obras geniais e outros acham que ele é um diretor superestimado. Mas o inegável é que seus filmes nunca passam em branco. Neste fim de semana estreia Interestelar, talvez seu filme mais nerd e ambicioso. Será que Nolan conseguiu se superar dessa vez?

A trama de Interestelar é sobre um futuro distópico no qual metade da população do planeta terra sucumbiu pela falta de água, alimentos e pela poeira que toma conta do ambiente. O engenheiro espacial Cooper (Matthew McConaughey) é um dos poucos fazendeiros que restaram e cultiva milho com sua família. Mas uma série de eventos (sem soltar spoiler) faz com que Cooper parta junto a NASA para uma última missão espacial para tentar achar respostas e salvar a humanidade da extinção.

A primeira parte do longo filme (quase três horas) é lenta e sensível ao mostrar a relação conflituosa entre Cooper e sua filha Murphy (Mackenzie Fox). Até que a ação comece de verdade o filme demora para engrenar. No entanto, a partir da decolagem de Cooper e sua equipe ao espaço, Nolan apresenta uma verdadeira catarse para os fãs de ficção científica. A produção, os efeitos visuais, de som, a criação dos planetas, dos buracos negros, as naves... Tudo é muito bem feito e remete aos filmes clássicos de viagem espacial dos anos 80/90.

Mais uma vez o destaque especial para a película de Nolan é a trilha sonora. Hans Zimmer assina mais uma vez a trilha e carrega o espectador com cuidado até os momentos de clímax do filme. Já o ponto negativo mais uma vez fica por conta dos looongos diálogos e explicações desnecessárias do roteiro. Isso virou uma marca dos irmãos Jonathan e Christopher Nolan (que assinam o roteiro): explicar a mesma teoria uma, duas, três, quatro vezes, mesmo que a explicação esteja na imagem ou subentendida.

Interestelar é um bom filme. Não chega ao frenesi da trilogia do Cavaleiro das Trevas, nem é tão surpreendente quanto A Origem ou Amnésia. Cinéfilos mais experientes já vão matar a trama logo nas primeiras cenas do filme. Mas esta obra é contemplativa, com cenas belíssimas e trilha sonora impecável. Dedicado aos nerds e feito por nerds.


NOTA: 8,5 (Buracos de minhoca)


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