Uma coisa não podemos negar sobre Woody Allen: ele é um dos diretores mais produtivos de Hollywood. Todos os anos encontramos uma obra sua nos cinemas, às vezes até mais de um. E justamente por isso não é sempre que o diretor acerta a mão. Será que este "Magia ao Luar" entra em sua catálogo de erros ou acertos?
O filme conta a história de Stanley (Colin Firth) um ilusionista muito famoso por seus truques e por seu estilo de vida cético e pessimista. Além disso, ele se diverte em desmascarar supostos videntes e charlatões. Certo dia, ele aceita o desafio de confrontar a vidente Sophie (Emma Stone) e a relação entre eles muda de uma vez por todas a vida de Stanley.
Aqui neste filme, Allen apresenta o mais do mesmo de sua filmografia. Lindas ambientações na França e Inglaterra, diálogos afiados, personagens caricatos, humor negro e um roteiro bem redondinho. A dupla principal também foi muito bem escolhida. A química entre os dois funciona e ambos entenderam muito bem o que é ser um "personagem Woody Allen". Os fãs desse estilo vão adorar.
O problema aqui é quem não gosta dessa matemática do diretor ou esta um pouco saturado. Você não vai encontrar surpresas em "Magia ao Luar". Em certos momentos tive a sensação de estar assistindo algo repetido. É e não é verdade. O filme é inédito, mas a fórmula que o diretor usa, não.
Se você não se importa com isso ou é realmente fã dos filmes de Allen, então vá fundo. É um filme leve, sem surpresas, ótimo para ver em um domingo a tarde. Mas se você procura novas ideias, este não é o caso.
NOTA 7 (visões mediúnicas)

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