Uma Noite de Crime: Anarquia - Cine Tchelo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Uma Noite de Crime: Anarquia


O primeiro "Uma Noite de Crime" apareceu ano passado de forma discreta, como todo bom filme do mercado alternativo. A ideia original e o bom desempenho nos cinemas transformou a obra em franquia. Tanto que a terceira parte do filme já está prometida para 2015. Mas e "Uma Noite de Crime: Anarquia" conseguiu superar o primeiro?

Como já foi proposto no primeiro filme, aqui a ideia é a mesma. Uma única noite por ano os cidadão americanos tem o "direito" de sair pelas ruas e cometer crimes livremente. Então, assassinatos, estupros, roubos e sequestros podem ser cometidos livremente, sem que a polícia e o governo interfira. Essa foi uma forma que o sistema encontrou para tentar diminuir a criminalidade nos EUA.

No primeiro filme, tivemos contatado com uma família endinheirada que passa por sérios apuros na noite de crime ao ter sua casa invadida por assassinos. A ideia irônica de vermos os cidadãos presos em suas próprias casas num dia que teoricamente seria em prol à liberdade foi muito boa. Já a execução foi razoável. 

Já "Uma Noite de Crime: Anarquia" nos mostra como é a sensação de estar nas ruas em uma noite como essa. Neste filme temos de novo a volta do diretor e roteirista James DeMonaco. Agora com um orçamento bem maior que antes, ele nos apresenta muito mais ação e suspense, com direito a mais cenários, armas e figurantes. O elenco é descartável. Apesar de termos diversos personagens nenhum deles preza pela atuação. Mas nem deveria. O que importa aqui é o ambiente e ação em si.

Quem gostou do primeiro "Uma Noite de Crime" vai curtir esse segundo com certeza. Apesar do ambiente urbano ser amplo a sensação claustrofóbica continua. Só que agora com muito mais tiros, mortes, tensão e, uma dos pontos principais, o ponto de vista do cidadão comum como agente do caos, não só como vítima.  

NOTA: 7 (toques de recolher)



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