Vira e mexe determinado gênero vira moda nos cinemas, lançando um filme atrás do outro. A vedete do momento parece ser, além dos filmes de heróis, a temática dos robôs e a inteligência artificial. O que diferencia um filme do outro nem é tanto o enredo, haja vista que quase todos bebem da mesma fonte do titio Isaac Asimov. O que torna um diferente do outro são as referências e criatividade. Aqui em "Ex Machina" temos essas duas coisas, ainda bem.
Caleb (Domhnall Gleeson) é um jovem programador que ganha um concurso no trabalho para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), um bilionário gênio da computação que desenvolveu um sistema de busca na internet usado por mais de 90% das pessoas no mundo (Google?). Chegando lá, Caleb descobre que sua semana não será apenas de recreação. Nathan está desenvolvendo um revolucionário sistema de A.I. chamado Ava (Alicia Vikander) e usará Caleb como cobaia para esse experimento.
No fundo, é importante lembrar que "Ex Machina" apresenta uma história que já foi contada antes inúmeras vezes. Como eu disse no primeiro parágrafo, o que diferencia os filmes desse gênero são as referências que ele usa e a criatividade do diretor para apresentá-las. O diretor Alex Garland acerta e até surpreende por ser seu primeiro trabalho nas telonas. Ele soube muito bem dialogar com Asimov e até ótimas tomadas e trilha sonora a lá Kubrick.
O ator Oscar Isaac mais uma vez rouba a cena com sua atuação que, apesar dos outros atores não decepcionarem, chega a ser desleal perto dos outros. Ele está tão a vontade no papel de "Tony Stark da Google" que abraçamos seu personagem rapidamente. Como eu disse na resenha de "O Ano mais Violento", logo Isaac receberá um Oscar. Alicia Vikander no papel da robô Ava está linda e assustadora. Apesar desses bons elementos, também é importante lembrar que "Ex Machina" se trata de um filme lento, com vários diálogos e cenas contemplativas. Não espere aqui um "Eu Robô" cheio de ação e pancadaria.
"Ex Machina" é um bom filme, bem dirigido, cheio de referências de clássicos da ficção científica e com ótimas atuações. Contudo, não é um filme para todos. Por ser lento e com muitos diálogos, pode dar um sono em quem não é apreciador do gênero. Já os "nerds" vão gostar.
NOTA: 8,0 (Experiências de Turing)

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