Ver o eterno astro de ação Arnold Scharzenegger porrando geral, acabando sozinho com um exército inteiro de algum país sulamericano ou regressando do futuro para exterminar robôs futuristas é muito natural. Agora, vê-lo atuando num filme indie que é uma mistura de drama com apocalipse zumbi, é no mínimo curioso. Mas será que essa aventura do ex governador da Califórnia convenceu?
Wade (Arnold Scharzenegger) seria um típico pai protetor e dedicado à sua família, vivendo no interior dos Estados Unidos, não fosse um detalhe: um vírus zumbi se espalhou pelo país e, pior, uma de suas filhas, Maggie (Abigali Breslin), foi mordida e passa lentamente pelo processo de transformação. Agora cabe a Wade encontrar uma forma de lidar com essa situação e mostrar um pouco de dignidade num fim que parece irreparável.
Este filme é a estreia do diretor Henry Hobson. E ele se mostra muito talentoso, especialmente na ambientação do filme e na fotografia muito bonita. As tomadas são bem intimistas e os ângulos inusitados tão o toque indie. Para driblar o baixo orçamento, o direto aposta na criatividade. Se por um lado o roteiro não é muito elaborado, sem reviravoltas, o drama e o ponto de vista diferente sobre os jovens contaminados com o vírus zumbi é interessante.
Mas o que serve de âncora para "Maggie - A Transformação" é Arnold Scharzenegger, tanto pro bem quanto pro mal. Se por um lado é estranho vê-lo num papel dramático, bem longe das conhecidas cenas de ação e porrada, por outro a figura do ator é bem carismática e até convence no papel de paizão protetor. Claro que não devemos esperar uma atuação genial ou diálogos intensos do velho Arnold. Contudo, é bom vê-lo sair da zona de conforto e se sair bem, na medida do possível.
Confesso que esperava algo mais elaborado em "Maggie - A Transformação". Entretanto, se você gosta de filmes com uma linguagem indie e se encanta com esse universo zumbi, aqui está um filme que aposta em outro ponto de vista. Vai agradar uns e irritar outros.
NOTA: 7,5 (fome animal)

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