Oscar Isaac é uma das boas revelações dos últimos anos no que diz respeito a atuação. Para quem ainda não o conhece, pode ficar tranquilo que o ator vai aparecer muito ainda. Ele se tornou o queridinho da crítica e dos produtores. Tanto que estará no retorno de "Star Wars". Aqui em "O ano mais violento" temo um filme que parece ter sido feito por medida para que o Isaac possa mostrar seu talento. E deu certo!
Abel Morales (Oscar Isaac) é um imigrante em Nova York que tenta de tudo para levar de forma honesta seu trabalho e garantir o bem estar de sua família. Contudo, os negócios começam a degringolar quando uma gangue passa a roubar os caminhões de sua empresa e agredir seus funcionários. Então, Morales vai se ver no limite para não se envolver como o crime, a corrupção e a máfia.
O diretor J.C.Chandor merece elogios por apresentar uma ambientação muito fiel da fria e violenta Nova York do ano de 1981 (considerado um dos anos mais violentos da história norte americana). Além da fotografia fria e triste, uma das coisas mais interessantes do filme é o clima de máfia que rola desde as primeiras tomadas.
Inclusive, os fãs dos filmes clássicos de máfia podem ver esse "O ano mais violento" com bons olhos. Assim como "O Poderoso Chefão" e "Scarface", por exemplo, temos a história de um imigrante tentando o sonho americano, porém se vendo no limite da ética, as relações familiares e o passado nas gangues. Aqui não temos um filme cheio de ação como, talvez, o título possa sugerir. O foco está nos bons diálogos e as ótimas atuações de Oscar Isaac e Jessica Chastain.
"O ano mais violento" é um filme para quem gosta de boas atuações e uma pegada mais lenta e tensa. Os fãs dos filmes clássicos de máfia são o foco principal deste longa que apresenta todo o talento de Oscar Isaac, ator que ainda veremos muito por aí e não duvide que ele ganhe, em breve, a estatueta homônima.
NOTA: 9,0 (questões de família)

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