Eu não pedi, você não pediu e, talvez, 98% da população também não pediu um remake de "Poltergeist", filme de terror clássico que marcou uma época. Contudo, mentes malignas e ambiciosas resolveram realizar essa adaptação e lançar no mundo todo. Em 3D, obviamente. O resultado? Bem, confira na crítica abaixo.
Eric Bowen (Sam Rockwell) e família acabam de se mudar para uma nova vizinhança, um pouco mais humilde, devido a problemas financeiros. O fato é que, o que eles não sabem, a vizinhança inteira foi construída sobre um antigo cemitério. Então, situações bizarras começam a acontecer na casa dos Bowen, culminado com o desaparecimento da filha mais nova que misteriosamente os envia mensagens através da televisão.
O diretor Gil Kenan e sua equipe até tenta criar uma versão estilizada para essa história. No entanto fica a pergunta: será que era necessário um remake de "Poltergeist"? O primeiro longa, clássico produzido por Spielberg, é conhecido pelas novidades que apresentou, mas, convenhamos, não chega a ser um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. A memória afetiva sobre ele é maior que sua qualidade.
Aqui, nesta versão de 2015, as coisa parecem ter sido feitas as pressas. O roteiro é um caso a parte. Ao mesmo tempo em que os diálogos são morosos as coisas acontecem de repente, sem dar muito tempo para o espectador se ambientar. Os atores simplesmente não transmitem emoção, surpresa, medo. Nada. Os personagens não passam carisma e os sustos são baseados em "jump scars", ou seja, o mais do mesmo da preguiça que pauta os filmes de terror da atualidade.
"Poltergeist - O Fenômeno" é um filme esquecível. As poucas boas cenas são baseadas em efeitos especiais. Mas isso qualquer animação da Pixar supre com muito mais emoção e qualidade de roteiro. Resumindo a ópera: melhor mesmo é ver o filme do Pelé.
Nota: 4,0 (Volta, Caroline)

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