Ted 2 - Cine Tchelo

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ted 2



Existem algumas piadas que soltamos às vezes e, despretensiosamente, as pessoas acabam rindo, mesmo que elas não tenham lá muita graça. Em um caso isolado podemos até nos dar bem e sairmos engraçados. Contudo, repetir a mesma piada novamente, para os mesmos amigos e no mesmo lugar não vai dar muito certo. Este parece ser o caso de "Ted 2". Um filme que arrancou boas risadas no começo, mas que não precisava de um repeteco. 

Ted é um urso de pelúcia debochado e maconheiro que ganhou vida após o desejo de seu dono John (Mark Wahlberg) se tornar realidade. Depois das confusões no primeiro filme, agora Ted tenta uma vida "comum" e quer se casar e ter filhos com sua namorada Tami-Lynn (Jessica Barth). Contudo, para as leis americanas, Ted não é considerado um ser humano. Então ele vai em busca de justiça para ser considerado uma pessoa comum e não um objeto colecionável. 

Com base no parágrafo acima, você pode pensar que o filme encaretou depois da esculhambação do primeiro longa. E, pra falar a verdade, foi isso mesmo que aconteceu, de certo modo. Seth MacFarlane está de volta na direção e na voz do urso. Fica mesmo a impressão que ele deu uma maneirada nessa continuação se comparado ao primeiro filme. Não que não tenha tudo aquilo que o primeiro filme apresentou: humor escatológico, consumo de drogas, nudez e etc. Mas das duas uma: ou ele tirou o pé do acelerador, ou a piada realmente não cola mais.

Os atores estão bem, entrosados e se divertindo. Até nas cenas mais nonsense eles parecem tirar de letra por estar filmando entre amigos. As participações especiais e as inúmeras referencias nerds, especialmente no final, são com certeza o ponto alto do longa. Mas o fato de criar toda uma história, fraca por sinal, só para não jogar as piadas grotescas uma atrás da outra acabou não dando certo.

"Ted 2" é uma comédia que involuntariamente vai lhe arrancar alguns risos. O filme tem boas referências e o personagem é bem simpático, na medida do possível. Mas as duas horas de duração ficaram demais para uma história arrastada e a sensação de deja vu.

NOTA: 6,5 (Ursos bolados)


















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