O ser humano é um bicho esquisito. Às vezes, mesmo sabendo que a qualidade do entretenimento não é lá essas coisas, ele acaba consumindo aquilo. É como aqueles programas policiais da tevê que exploram a degradação do povo. De repente você se pega vendo aquilo e se pergunta o porquê. Bem... mais ou menos essa foi minha sensação ao assistir "O Exterminador do Futuro - Gênesis". Por que?
Em um futuro não muito distante, John Connor (Jason Clarke) é responsável pela última resistência do homem após o apocalipse causado pelas máquinas da SkyNet. A missão de Connor é "simples": enviar o sargento Kyle Reese (Jai Courtney) ao passado para proteger sua mãe Sarah Connor (Emilia Clarke) do ataque dos temíveis exterminadores do futuro.
Acredito que não será necessário massacrar ainda mais o filme nesta crítica. Como estou atrasado quanto ao lançamento desse remake, penso que você já leu uma dezena de críticas e resenhas dizendo o quanto "O Exterminador do Futuro - Gênesis" é ruim. Mas por que será que insistimos? Por que continuamos nessa saga? Vou tentar encontrar algumas respostas.
Uma delas, e isso com total certeza, é a presença do velho Arnold Schwarzenegger. Apesar de ultrapassado, revivendo o batido robô T800, com as mesmas caras e piadas, ele é a melhor coisa deste filme. Apesar de terem feito a proeza de colocar textos complexos para o brutamontes (ele é responsável por explicar as dúvidas dos personagens sobre a física quântica e viagens no tempo, acredite), sua presença é sempre agradável e é um reconforto neste pesadelo. Os outros atores? Pífios. A "Kaleese", lindinha como sempre, até se esforça, mas dividir cena com o péssimo Jai Courtney e o esquisito Jason Clarke não foi uma tarefa fácil. Melhor lidar com os dragões em Game of Thrones.
O diretor Alan Taylor nos enfia goela abaixo um show de clichês que a própria franquia "Terminator" ajudou a construir. Mas, se antes havia a inovação tecnológica de James Cameron que transformou um filme de ação num ícone pop mundial, agora temos um pastiche de erros e grosseria onde não conseguimos entender nada. E por que assistimos? Bem, tendo em vista o fracasso retumbante de bilheteria, esse "nós" está cada vez mais restrito a saudosistas, masoquistas e curiosos (eu) que não admitem criticar um filme ruim sem antes enfiar o pé na lama.
"O Exterminador do Futuro - Gênesis" não tem nada de "O Exterminador do Futuro 2", que, no fim das contas, é o único filme da franquia que vale a pena ser visto. Se você não viu esse quinto filme, guarde na lembrança a memória afetiva da década de 90 e seja feliz. Ou seja curioso, como eu, e escreva uma crítica azeda e rancorosa como esta. Fica a seu critério.
P.S: Por que raios a produtora que montou o trailer contou o filme todinho pra nós?
NOTA: 4,0 (Remakes dos infernos)

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