O Franco-Atirador - Cine Tchelo

domingo, 2 de agosto de 2015

O Franco-Atirador


Fazia um tempinho que não ouvia falar do Sean Penn. Ele andava meio sumido de Hollywood. Bem, na verdade, até que ele participou de umas obras recentes, como em "Caça aos Gangsters", de 2012. Mas há um bom tempo que não me lembrava de um papel marcante deste bom ator... e parece que continuarei nesse processo de Alzheimer. 

Martin Terrier (Sean Penn) é um atirador profissional que realiza alguns serviços secretos em países ao redor do mundo. Depois de um trabalho no Congo, Martin é obrigado a se aposentar, pensando na segurança das pessoas que ama. Contudo, 8 anos depois, os fantasmas do passado voltam para assombrar Terrier que tem de ir até o limite para sobreviver e salvar sua mulher. 

Sean Penn, acostumado a mostrar seu talento nos filmes dramáticos, parece que resolveu mudar um pouco de ares, dando um giro pelo cinema de ação. Ao que parece, o ator bebeu da mesma água de Liam Neeson, tanto que resolveu encarar esse papel no filme dirigido pelo francês Pierre Morel, o mesmo de "Busca Implacável". Mas, infelizmente, ao invés dos acertos, "O Franco-Atirador" atira justamente nos erros que marcaram a saga "Busca Implacável".

No início até temos uma boa sequência de ação, com uma interessante apresentação de personagens e com Penn dominando a cena. Só que, como num castelo de cartas, o filme vai desmoronando aos poucos. A trama fica desinteressante, lenta e com um texto fraquíssimo. Isso parece ter refletido diretamente nos atores que, mesmo com nome e reconhecido talento, não conseguem segurar a onda. O personagem vivido por Javier Bardem, por exemplo, é um dos mais galhofas dos últimos anos. 

Penn até tenta segurar o filme com alguns momentos dramáticos. No entanto, é justamente aí onde o filme escorrega. Ao invés de assumir a ação, a porradaria e as explosões logo de uma vez, ele tenta explorar o talento dramático de Sean Penn para "render um caldo" no roteiro fraco. Erra feio. 

"O Franco-Atirador" tem pouquíssimos atrativos. Quase nenhum, aliás. É um longa arrastado, com diálogos fracos e com raras, e boas, diga-se de passagem, cenas de ação. Deviam ter explorado mais esse lado. 

NOTA: 6,0 (Tiros pela culatra)


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