Creed: Nascido Para Lutar - Cine Tchelo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Creed: Nascido Para Lutar


Stallone, com sua saga sobre Rocky Balboa" já nos presenteou com ótimos filmes e frases que ficaram registradas no inconsciente coletivo. Contudo, alguns deles são um pouco esquecíveis ao desviar o foco da franquia. Agora, temos o possível encerramento dessa história com "Creed: Nascido Para Lutar". E o que será que temos: mais um grande filme da série ou outro erro de Stallone? Vamos ver.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) é um garoto problemático que passa a maior parte do tempo em reformatórios e casas de adoção. Mas, o que ele não sabia, é que em suas costas tem o peso de ser filho bastardo do grande campeão de boxe Apollo Creed. Contrariando sua madrasta, Adonis tenta seguir os passos do pai no mundo do boxe e pede ajuda a nada mais, nada menos, que o veterano Rocky Balboa (Silvester Stallone). Juntos, eles partem nessa jornada sobre a busca de orgulho e superação.

Dirigido por Ryan Coogler, "Creed: Nascido Para Lutar" é uma baita surpresa para quem desconfiava desta franquia, ainda mais pelos últimos filmes que não estiveram a altura dos primeiros. E Coogler é muito responsável, já que trouxe sua marca com câmeras diferenciadas, trilha sonora moderna, planos sequência impressionantes. Tudo isso sem deixar de lado o que é mais importante aqui: o universo Balboa. O filme tem o ar da Filadélfia e a malandragem das ruas e do boxe.

Stallone entrega sua melhor atuação na franquia. Isso quer dizer que pode ser sua melhor atuação na carreira. Aqui ele emprega toda uma carga dramática que seu personagem, sofrido com uma vida de glórias, mas muitas perdas, exige. Michael B. Jordan também está muito convincente no papel de um jovem inexperiente que busca seu próprio legado longe da sombra do pai campeão.

"Creed: Nascido Para Lutar" vai agradar, com certeza, os fãs de boxe e, especialmente, os da série Rocky. Como sempre aqui temos não uma história de vencedores, mas um texto de superação, orgulho e busca de um legado. 

NOTA: 8,5


Nenhum comentário:

Postar um comentário