Ultimamente, Ridley Scott andava meio sem credibilidade depois dos últimos fracassos na telona. Tirando um pouco o pé do acelerador, mas sem perder suas características, o diretor volta ao espaço e apresenta um dos longas mais divertidos de sua carreira. Quem sabe vemos o início de uma nova fase do diretor, certo? Acompanhe a resenha.
Mark Watney (Matt Damon) é um dos astronautas enviados pela Nasa para explorar o planeta Marte. Depois de uma severa tempestade no planeta vermelho, Mark sofre um acidente e é deixado para trás por sua equipe. Dado como morto na Terra, Mark sobrevive ao acidente e se vê obrigado a usar suas habilidades como biólogo para sobreviver longos meses até que lhe enviem uma equipe de resgate.
Diferente de outros títulos como "Interstellar" e "Gravidade", "Perdido em Marte" não tem tanto o compromisso de ser um filme de ficção científica "verossímil'. Aqui, a ideia de Scott era apresentar mais diversão. E deu certo. Ainda mais que é possível notar a propaganda descarada da Nasa e da GoPro, que, obviamente, não queriam associar suas marcar com um filme chato ou com vários problemas, como foi o caso de "Prometheus".
Muito da diversão para esse "Perdido em Marte" se deve pela (mais uma vez) irretocável atuação de Matt Damon. O ator consegue transpor um bom humor para seu personagem que não deixam com que o filme caia num marasmo, tendo em vista que o personagem está sozinho no planeta. A ação e o suspense também estão presentes nesse filme pipoca, mas as belas tomadas marcianas desenvolvidas por Scott são um ponto positivo bem relevante para o longa.
Com um elenco de apoio descartável, mas que não compromete em nada, "Perdido em Marte" é um filme feito para se ver em casa, num fim de semana tranquilo, quando você quer tirar o cérebro e se divertir. Porém, o longa mantém a qualidade sem menosprezar o telespectador.
NOTA: 8,0

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