Leonardo Di Caprio se une a uma equipe vencedora do Oscar para tentar receber pela primeira vez a tão almejada estatueta. Desta vez ele está na companhia do diretor Alejandro Gonzalez Iñarritu, ganhador de 2015 por "Birdman". E aqui, em "O Regresso", o ator se entrega de corpo, alma e atuação mais uma vez, entregando um dos papeis mais marcantes de sua longa carreira.
Hugh Glass (Leonardo Di Caprio), no ano de 1822, ganha a vida caçando animais na floresta. Ele, seu filho e sua equipe de caçadores são atacados por índios durante a caça. Fugindo dos selvagens, Hugh acaba sendo atacado por um urso na floresta e fica a beira da morte. Após ser deixado para morrer por seu parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), Hugh Glass luta pela visa e trava uma busca por vingança e superação.
Falar sobre as atuações fantásticas de Di Caprio e Hardy seria chover no molhado. Ambos entregam tudo o que tem de melhor num longa que os exigiu força dramática e física. A caracterização de ambos está ótima, deixando-os quase irreconhecíveis. Mas não são só as atuações que merecem destaque neste ótimo filme.
Alejandro Gonzalez Iñarritu se mostra cada vez mais como um dos diretores mais brilhantes de sua geração. Ele sabe muito bem dirigir sua equipe para que seu estilo cinematográfico seja destacado. Isso podemos ver na contemplação da fotografia para com a natureza, as longas sequências de ação filmadas quase sem fôlego, na trilha sonora marcante e na edição de som impressionante.
Vai ser difícil que "O Regresso" não seja o principal vencedor dos prêmios que venha a concorrer nos próximos meses. E esse conjunto que faz um bom cinema pode servir para que, finalmente, Di Caprio volte pra casa com a tão sonhada premiação.
NOTA: 10

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