Ryan Reynolds finalmente conseguiu. Depois de anos trabalhando no projeto ele finalmente desengavetou seu filme/personagem de quadrinhos favorito, "Deadpool". E, apesar do baixo orçamento, o resultado é simplesmente um dos, se não o melhor, filme de super herói de todos os tempos.
Wade Wilson é um ex-militar que trabalha como mercenário realizando pequenos crimes e golpes. Cansado da vida fora da lei, Wade finalmente encontra seu grande amor. Contudo, ao mesmo tempo é diagnosticado com uma doença terminal e acaba procurando um tratamento misterioso para curar do câncer. Porém, Wade não esperava que o experimento, na verdade, iria lhe transformar num mutante indestrutível e em busca de vingança contra aqueles que lhe fizeram mal.
O trabalho do diretor Tim Miller aqui neste filme foi colocar nos trilhos esse trem desgovernado chamado Deadpool. O personagem nos quadrinhos não tem papas na língua e o conteúdo dos gibis ão fortes, basicamente para o público adulto. Então, coube a Miller trabalhar com os poucos recursos disponíveis, a liberdade dada pela produção, a empolgação dos roteiristas e o ímpeto de Ryan Reynolds.
E o resultado foi, sim, um dos melhores filmes de super herói da Marvel. "Deadpool" está repleto de piadas, referências nerds, trilha sonora pop impecável, pancadaria, violência, ação... Mas é importante ressaltar que tudo isso só deu certo graças a Ryan Reynolds. Ele absorveu a síntese do personagem perfeitamente e encontrou o papel definitivo de sua carreira.
O ponto negativo deste longa é que dificilmente você vai se surpreender. Como já era previsto, o filme todo foi praticamente contado nos inúmeros trailers e teasers apresentados antes do lançamento. Essa estratégia dos estúdios da certo ao atrair mais o público jovem, especialmente, que adora repetição. Que gostam de rever na telona o que já lhe é familiar. Mas para quem gosta do ineditismo e da surpresa, pesa negativamente.
"Deadpool" é um filme de ação impecável e divertido. Mas não se esqueça: é um filme feito para adolescentes. Então é importante abrir a cabeça e desencanar com os absurdos, as piadas non sense e a ação sem limites.
NOTA: 8,5

Nenhum comentário:
Postar um comentário