Spielberg está de volta! Depois de andar meio com a mão pesada em seus últimos filmes, chatos e longos, o velho mestre acerta na receita novamente e retorna para o seu gênero favorito. Guerra, espionagem, humor e, claro, Tom Hanks. A combinação resulta em um dos melhores filmes de Spielber e uma ótima atuação de Hanks.
Durante a Guerra Fria, o advogado de seguros James Donovan (Tom Hanks) recebe um caso particularmente diferente de sua rotina. Ele foi incumbido de fazer a defesa de um espião soviético capturado pelo governo norte americano. Contudo, apesar da rejeição popular sobre esta defesa, as coisas mudam quando um espião americano é capturado na Russia e cabe a Donovan intermediar a troca dos espiões em total sigilo.
Spielberg, com a ajuda do roteiro dos irmãos Cohen, volta ao gênero de guerra, seu favorito. Mas, dessa vez, ele pisa um pouco mais no freio tanto na produção quanto na narrativa. Em alguns momentos, "Ponte dos Espiões" chega a ser didático, com aquele ar sessão da tarde de ser. Contudo, isso não é um defeito. Pelo contrário. Esse tom leve e repleto de humor para quebrar o suspense e a tensão que retrata a guerra fria é o que Spielberg sabe fazer de melhor e tinha se esquecido há algum tempo.
É importante lembrar que tudo isso só funciona na telona graças a Tom Hanks. O carisma do ator é impressionante e isso emana durante todo o filme através de seu personagem. Fosse outro ator, talvez o público não ganhasse tanta empatia com a figura do advogado Donovan. Mas Hanks parece retratar bem o sujeito comum norte americano que, com um ato de coragem, representa, contra tudo e todos, o que é certo a se fazer independente de bandeira.
"Ponte dos espiões" é um delicioso filme de época e espionagem. Ideal para ser ver em casa. Apesar dos cenários de estúdio e a trilha sonora descartável e genérica, os diálogos, a direção e a atuação de Hanks são o carro chefe aqui.
NOTA: 8,5

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