Kong: A ilha da caveira - Cine Tchelo

quinta-feira, 16 de março de 2017

Kong: A ilha da caveira



Se por um lado falta criatividade em Hollywood ao lançar poucos títulos inéditos e roteiros inovadores ao cinema, por outro, com essa centena de reboots, temos a chance de rever alguns títulos clássicos com outro ponto de vista. É o caso de "Kong: A ilha da caveira". Um filme megalomaníaco, que não exige quase nada do expectador, mas bastante divertido. 

Em 1973, um grupo de cientistas norte-americanos descobre uma ilha no pacífico ainda não explorada pelo homem. Se trata de um dos últimos pontos inexplorados na Terra. Partindo antes que os russos descubram a ilha, o grupo formado por ex militares, cientistas, jornalistas e soldados recém chegados da guerra do Vietnam partem para esta missão de reconhecimento. Mas o que eles não sabiam é que encontrariam uma terra habitada por criaturas bizarras e reinada pelo temido King Kong. 

A princípio, nada em "Kong: A ilha da caveira" foge dos padrões do que já vimos antes em filmes de monstros, especialmente nos antigos filme do macacão. A grande diferença aqui está no toque autoral do diretor Jordan Vogt-Roberts, um nerdão fã de quadrinhos e games que imprime todos os seus "fetiches" em tela. E isso resulta em um dos melhores Kongs do cinema. Megalomaníaco, barulhento, estiloso, destruidor. Todas as cenas com o macaco são assustadoras e empolgantes. A trilha sonora com muito rock anos 70 ajuda a calibrar a adrenalina. 

Já os personagens humanos são absolutamente descartáveis. Estão no enredo, na verdade, como pretexto para haver umas belas mortes através de explosões e devorados por animais abissais. Estão no elenco Samuel L. Jackson, Tom Hiddleston e Brie Larson. Figuras conhecidas, mas que não fazem diferença alguma à trama. Talvez isso seja um ponto negativo caso você procure profundidade e roteiro. Contudo, essa não é a proposta aqui. 

"Kong: A ilha da caveira" é divertido, barulhento e rock n roll. É um filme com várias referências do cinema, especialmente do clássico "Apocalipse Now", e referências dos próprios filme anteriores de Kong. O roteiro é esquecível e os personagens pífios. Mas, quem se importa? Já que cada vez que cada vez que Kong aparece destruindo alguma coisa já vale o ingresso.

NOTA: 7.5















Nenhum comentário:

Postar um comentário