Logan - Cine Tchelo

quinta-feira, 2 de março de 2017

Logan


Depois de alguns meses dedicados aos chatíssimos "filme de Oscar", o cinema volta-se para seu lado mais comercial e, por que não, divertido com os BlockBusters. "Logan" talvez seja o pipocão mais aguardado de 2017. Depois do hype criado com seu incrível trailer ao som de Johnny Cash, "Logan" prometeu enfim uma história digna da grandiosidade de Wolverine. E será que dessa vez conseguiram?

Depois de misteriosos eventos ocorridos com os mutantes, Logan (Hugh Jackman) trabalha como chofer de uma limousine e vive isolado em uma fazenda, cuidando do velho e debilitado professor Xavier (Patrick Stewart). Tentando esquecer seu passado, Logan sobrevive num mundo sem mutantes e tenta não chamar a atenção. Contudo, depois do contato de uma enfermeira mexicana que lhe pede ajuda, Wolverine tem a missão de cuidar de Laura, uma jovem criança com os mesmos poderes de Logan. Ele agora fará de tudo para salvá-la das mãos dos temidos carniceiros, um grupo de mercenários pagos para eliminar todos os mutantes da terra. 

"Logan" parte de uma premissa perigosa: fazer jus a todo hype criado a partir dos trailers, dar um final digno para a longa saga de Wolverine (cheia de filmes ruins e outros irregulares) e dar uma "aposentadoria" decente a Hugh Jackman, que dedicou anos de sua carreira vivendo o mutante mais famoso da Marvel. Coube ao diretor James Mangold essa tarefa... e ele acerta em cheio.

O filme foge totalmente das fórmulas batidas que estamos cansados de ver em outros longas de heróis no cinema. Apesar de já termos visto essa linha narrativa em outras películas, ter esse tom num filme baseado num personagem de quadrinhos é excelente. "Logan" é melancólico. A deterioração de Wolverine e Xavier, todo o cansaço de anos de luta, morte e arrependimento, martelam o espectador o tempo todo. A química entre Jackman e Stewart é essencial para que isso funcione, e eles estão incríveis. Cada cena dos dois vale a pena, tanto em diálogos mais fortes, quanto no silêncio doloroso e também no humor característico de ambos. 

A pequena Laura impressiona como a arma X-23. A menina rouba a cena desde o início e cativa o público logo de cara com seu jeito ora meigo, ora assassino. Mas não espere fofura aqui em "Logan". Sangue, tripas e cabeças rolam sem piedade. Tanto que a censura do filme aumentou para que pudessem ter mais liberdade para cenas mais fortes.

"Logan" é uma road movie intenso, silencioso e violento. Conseguiram, finalmente, imprimir aquilo que todos esperavam de Wolverine. O filme é um pouco longo demais, contudo. Talvez se tivesse vinte minutos a menos ele seria irretocável. Mas, se por um lado o roteiro não inova e nem as cenas de ação mudam o cinema (como em Matrix e 300) , "Logan" vai direto ao ponto. E é lá onde os fãs gostariam de ter ido há 15 anos atrás.

NOTA: 9,0
























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