Passageiros - Cine Tchelo

terça-feira, 21 de março de 2017

Passageiros


Sabe aquele filme que passa despercebido pelo público no cinema e que, na verdade, não faz diferença alguma em nossas vidas? Então... Esse é o caso de "Passageiros", filme de Morten Tyldum, que, apesar de parecer uma boa ideia e de unir a dupla de atores queridinhos da América no momento, não tem muito sentido de existir. 

Durante uma longa viagem espacial em busca de um novo planeta habitável, os passageiros da nave se mantém em sono profundo em uma câmara especial ao longo do percurso. Contudo, Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence) despertam antes do tempo e percebem que ainda faltam noventa anos para o fim da viagem. Enquanto buscam uma solução para o imbróglio, o casal estreita o relacionamento e um romance surge entre os dois. Porém as coisas começam a ficar ruins quando alguns problemas sérios na nave podem comprometer a viagem e a vida de todos. 

"Passageiros" até que apresenta um primeiro ato interessante. Geralmente os filmes de ficção científica sempre impressionam no início, ora explorando os devaneios de uma viagem espacial, ora a sensação claustrofóbica de viver numa espaço nave, mesmo que ela seja enorme como essa do filme. O diretor, aqui, introduz rapidamente as regras dessa viagem e passa por cima de alguns clichês sem incomodar muito.

Só que as coisas começam a decair a partir do segundo ato. Não existem muitas novidades. Tudo o que acontece em "Passageiros" já foi mostrado, e melhor, em outros filmes do gênero. A falta de criatividade do roteiro pesou e aos poucos vamos perdendo o interesse. Mas, mais que o roteiro, a preguiça dos dois protagonistas é sentida logo nas primeiras cenas. Com cara de "filme de contrato", Pratt e Lawrence não parecem se divertir e conduzem o longa de forma automática. Aí nós, espectadores, perdemos a empatia pelo casal e passamos a analisar outras coisas, como os efeitos especiais, por exemplo. O que faz o filme cair ainda mais.

"Passageiros" é um filme nada. Não chega a incomodar de tão ruim, mas está longe de ser um filme empolgante de alguma maneira. Tem cara de filme de encomenda e preguiçoso. Para quem não tem nada pra fazer, pode ser uma boa pedida. Mas saiba que há títulos melhores disponíveis por aí.

NOTA: 6,0
















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