Born To Be Blue - Cine Tchelo

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Born To Be Blue


Cinebiografias são sempre interessantes para que o público possa conhecer um pouco mais dos bastidores da vida de seus artistas favoritos. Isso, claro, quando a obra é feita com qualidade e tendo um toque autoral da direção. Esse é o caso de "Born to be blue", filme que passa  despercebido nos cinemas brasileiros, mas que mostra uma faceta importante da vida e obra do músico de jazz Chat Baker.

Ethan Hawke interpreta um dos maiores trompetistas da história do jazz, Chet Baker. O músico, ganhando cada vez mais repercussão por sua maneira diferente de fazer jazz na ensolarada Califórnia, buscava, além da fama, a aceitação de seus grandes ídolos do jazz, especialmente de Miles Davis. Depois de um período turbulento ao se envolver com drogas e traficantes, Baker perde tudo e tenta reconstruir sua carreira e provar de uma vez por todas que nasceu para ser uma lenda do jazz.

Para este filme, o diretor Robert Budreau aposta na fotografia, impecável diga-se de passagem, para dar uma caráter autoral para sua versão desta cinebiografia. A cada cena, trecho musical e flashbacks a palheta de cores muda de acordo com o momento. Essa rima entre música, texto e fotografia é excelente e o principal diferencial de "Born to Be Blue".

Contudo, além de estilo, o longa conta com uma excelente atuação de Hawke. Apesar de não se parecer muito fisicamente com Baker, o ator se entrega ao personagem e adquire todos os trejeitos do músico, inclusive o tom de voz e o jeito calma e tímido de falar. 

"Born to Be Blue" é um filme que passou despercebido, mas que vai agradar aqueles que gostam de uma boa cinebiografia e, especialmente, aos fãs de música e jazz. Merecia ser visto nos cinemas aqui no Brasil, entretanto, foi esnobado. Uma pena. 

NOTA: 8,5

















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