A Netflix decidiu apresentar um formato diferente para a série "The Get Down". Dessa vez ela resolveu soltar a temporada de uma série dividida em duas partes. Não sei dizer se isso serviu como visão criativa ou para segurar a audiência, o fato é que "The Get Down", apesar de não tem mais o mesmo hype do início, consegue fechar a história dando ainda mais ênfase em seus personagens e, claro, nas inúmeras cenas musicais.
Zeke Figuero (Justice Smith) continua sua saga em busca identidade pessoal e artística. Se por um lado ele tenta se encaixar em um círculo de elite para receber boas indicações e ser aprovado em uma das maiores universidades do EUA, por outro ele luta para não fugir de suas origens e ganhar a vida através do seu talento musical junto ao Get Down Brothers. Em paralelo, Mylene (Herizen Guardiola) também encontra diversos conflitos em sua vida pessoal e na carreira, que não para de decolar. Para que ela possa, finalmente, se tornar uma estrela da música, precisa se livrar de traços importantes de sua história e abraçar um mercado musical que nem sempre valoriza suas vontades individuais.
Esse retorno de "The Get Down" é marcado pelos abusos. Tanto para o bem quanto para o mal. Aqui temos mais e mais da fórmula que deu certo na primeira parte. Vemos um apelo emocional, e até melodramático, muito mais acentuado. Às vezes caindo até para certe breguice. Contudo, esses momentos não são a tônica. Eles quebram um pouco o ritmo da trama, mas isso parece ser necessário para o desenrolar da história que. de certo modo, flui apressada. Quem gosta e assiste a série por seus números musicas, fotografia e trilha sonora pode se empolgar. "The Get Down" extrapola e traz ainda mais canções que farão parte dos players.
"The Get Down" tem sua marca e características marcantes que dão glamour a história do surgimento do Hip Hop. Quem gostou da primeira parte com certeza vai se divertir com o desenvolvimento de seus personagens favoritos. Entretanto, não espere conto de fadas aqui. Lembre-se que nem tudo são flores e essa segunda parte é bem mais agridoce do que fantasiosa.

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