Vinte anos depois, Ewan McGregor, Ewen Bremmer, Jonny Lee Miller e Robert Carlyle estão reunidos novamente sob a batuta do diretor Danny Boyle para mais um capítulo da história desses quatro amigos desajustados, degenerados e sem esperança, numa Escócia em constante processo de evolução. Ainda que o primeiro filme seja um dos ícones da cultura pop mais importantes dos anos 90, será que tanto tempo depois a obra ainda é relevante?
Renton (Ewan McGregor) retorna à sua cidade natal após anos vivendo uma nova vida na Holanda. Enquanto ele tenta novamente resgatar suas raízes na Escócia, encontra seus velhos amigos, os quais roubou uma boa grana no passado. Com o grupo unido novamente, e, ainda, totalmente fracassados, eles ensaiam um último golpe para retomarem suas vidas. Mas vão encarar muitos problemas, especialmente com a visita de Begbie (Robert Carlyle), recém foragido da prisão.
Fazer a sequência de uma obra tão importante para o cinema quanto foi o primeiro Trainspotting não seria fácil. Hoje, tanto a cultura, quanto os próprios atores traçaram suas vidas e carreiras de forma independente. Contudo, ainda bem que a direção ficou com Danny Boyle. Somente ele poderia imprimir sua marca característica e respeitar o que fez do primeiro filme um ícone. Os diálogos enormes, o clima de desespero, a música um dos personagens principais, as drogas, o sexo. Está tudo lá. Tudo em meio a muita homenagem e saudosismo.
Mas então qual o problema de "Trainspotting 2"? Talvez seja o tempo. Apesar dos personagens terem sido muito bem desenvolvidos, algo parece fora do lugar. A importância deles, mais de vinte anos depois, talvez se reserva apenas para o olhar dos fãs. Ainda que diversas cenas nos tirem um sorriso saudosista do rosto, em certos momentos a impressão é que estamos em uma reunião de ex-alunos do colégio vinte anos depois. Mesmo que a reunião possa gerar risos e lembranças, fica no ar um sentimento estranho, fora de lugar, desconforto.
"Trainspotting 2" é feito para fãs e depois, inclusive, de muita insistência dos mesmos. É algo que não precisava ser feito, mas, já que realizado, foi feito com respeito, carinho e diversão pela produção. Ainda que você não ache motivos (lembrando que o filme passou despercebido nos cinemas brasileiros) para ver o longa, ressalvo que só por ver a espetacular atuação de Robert Carlyle e o toque de humanidade que foi dado a seu "sociopata" Begbe já vale a pena.
NOTA: 7,5

Filme muuuuito ruuuiiimmmm kkkk
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