A partir de 2019, diversos serviços de streaming virao com tudo para conquistar a tao sonhada fatia desse mercaro muito lucrativo. Pensando nisso, a Netflix resolveu se coçar e produzir ainda mais conteúdo original. Ainda mais com o streaming da Disney vindo babando por ai. "BirdBox" é mais um filho da Netflix que traz uma protagonista de peso e se baseia num livro envolvente e de sucesso. Sera que deu certo?
Em um futuro pós-apocaliptico, a sociedade se depara com uma ameaça misteriosa que causa loucura nas pessoas que enxergam as criaturas. Todo aquele que tem contato visual com o monstro enlouquece e comete suicídio. Malorie (Sandra Bullock) é uma mãe que tenta atravessar a cidade com seus dois filhos pequenos para chegar num possível refúgio. Mas as coisas se complicam, pois, além de estarem vendados o tempo todo, os monstros não são os unicos perigos neste mundo.
O principal ponto positivo da trama da diretora Susanne Bier é o foco na força e na interpretação de sua protagonista. Bullock, apesar de incomodar um pouco devido a falta de expressão facial depois de tantas intervenções cirúrgicas, é muito talentosa e soube imprimir as características de uma mãe forte, dura, protetora e cheia de amor aos filhos. A construção do mundo caótico devido a ameaça "invisível" é interessante, especialmente no início.
Contudo, alguns pontos deixam a desejar. O vai e vem do roteiro mesclando presente e passado dos personagens acaba não dando a profundidade devida aos coadjuvantes. Temos bons nomes no elenco, mas que são pouco aproveitados. Contudo, o que mais teve seu potencial subaproveitado foi o próprio universo do filme. A sensação de perigo, que devia tirar o fôlego do espectador durante todo o longa, acontece em raros momentos.
BirdBox é uma boa opção da Netflix, ainda mais num fim de ano onde não temos muitas opções. A atuação de Bullock é boa e a trama do filme é interessante. Contudo, ficamos com a sensação de potencial desperdiçado e de um final piegas.
Nota 6

Nenhum comentário:
Postar um comentário