Black Mirror: Bandersnatch - Cine Tchelo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Black Mirror: Bandersnatch


"Isso é muito Black Mirror". Quem não cansou de ouvir/ler essa frase por aí na internet para referenciar algum produto que nos faz sair da caixinha? Algo de explodir nossa cabeça? Pois bem, a série de sucesso da Netflix surpreende a todos e lança um inesperado filme na plataforma online. Mas ,mais do que um filme comum, "Bandersnatch" é um produto interativo onde o telespectador interfere diretamente nas ações do personagem através do controle da televisão. Será que essa experiência ficou realmente inovadora? 

A premissa de "Bandersnatch", apesar dinâmica e interativa, é bem simples. O filme é uma metáfora de Alice no país das maravilhas e conta a história de um jovem programador que tem o sonho de produzir e vender o seu jogo de video game. Aos poucos, conforme nós, expectadores, fazemos nossas escolhas sobre o personagem, o protagonista passa a desconfiar de que sua vida não é nada o que parece, questionando assim seu livre arbítrio.

No sentido narrativo, como história a ser contada,"Bandersnatch" nada mais é do que um pastiche de dezenas de outras histórias que já conhecemos. "Matrix", "Alice" e até outros produtos de Black Mirror... No frigir dos ovos a história é deixada de lado e as atuações são primárias. A grande pegada de "Bandersnatch" é discutir o que é real e o que é ficção em nossas bolhas. Será que escolhemos mesmo nossos filmes e séries na Netflix conforme nossas preferências ou não saímos do cercadinho criado pelo canal de Streaming?

"Bandersnatch" definitivamente não é um produtor revolucionário. Mesclando game e filme, esta premissa já foi vista outras vezes de maneiras similares. Ele não é nem o melhor episódio de Black Mirror. Contudo, para o formato que foi criado, a peça consegue entreter e fazer com que o expectador trabalhe junto ao personagem em sua saga.

NOTA: 6


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