O Primeiro Homem - Cine Tchelo

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O Primeiro Homem


Foi dada a largada da corrido pelo Oscar 2019. Diversas outras premiações já estão acontecendo ao redor do mundo e podemos ter uma noção do quem vencerás as principais estatuetas da premiação de Hollywood. Nossa primeira análise será sobre "O Primeiro Homem", filme cuja história, apesar de já ter sido contada de outras formas, é ditada pelo ponto de vista particular e talentoso do diretor Damien Chazelle. 

Neil Armstrong (Ryean Gosling) é um astronauta norte-americano que, obcecado pela conquista e, especialmente, pela corrida espacial que levará o homem a pisar na lua, sofre com problemas familiares após a morte de sua filha caçula. Sendo um dos maiores talentos da NASA, Armstrong passa a ser referência do próximo passo do homem na ciência, mas, por outro lado, tem de lidar com seus demônios internos e familiares antes de entrar para a história da humanidade. 

Como dito antes, a história de "O Primeiro Homem" já foi contada outras dezenas de vezes em diversas plataformas. Livros, filmes, documentários. Mais do que isso: a chegada do homem a lua foi transmitida ao vivo para todo o mundo em 1969. Então o que este filme tem de atraente? 

O diretor Damien Chazelle é um virtuoso. Com apenas 33 anos de idade, ele é considerado um dos maiores talentos de Hollywood e ganhou diversos prêmios com seus filmes anteriores: "Wiplash" e "La La Land". Em "O Primeiro Homem" ele mantém traz o ritmo de seus filmes anteriores, só que dessa vez fecha ainda mais o prisma no protagonista. Se estamos cansados de saber como foi a viagem do homem a lua, agora temos o ponto de vista singular de Neil. A atuação reservada de Gosling reflete essa obsessão de Armstrong e sua tristeza velada.

"O Primeiro Homem" talvez tenha a cena mais visceral do cinema até hoje ao reproduzir o voo da Apollo 11. É um filme mais lento, intimista e fechado. Talvez esse ritmo possa incomodar aqueles mais ansiosos. Mas quem gosta de uma boa história, será muito bem recompensado no final. 

NOTA: 7,5


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