Velvet Buzzsaw - Cine Tchelo

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Velvet Buzzsaw


Uma coisa é certa: não podemos reclamar com a Netflix sobre a falta de conteúdo. Especialmente os conteúdos originais, que estão cada vez mais frequentes e abundantes. O problema é quem nem sempre a quantidade é sinal de qualidade, certo? Velvet Buzzsaw é o novo filme original lançado diretamente na plataforma. E onde será que ele se encaixa: no potinho da qualidade ou da quantidade? 

O filme conta os bastidores de uma galeria de arte nos EUA. Enquanto acompanhamos os personagens discutindo a importância da a arte e o que realmente pode ser considerado uma obra de arte, coisas estranhas começar a acontecer com as pessoas que compram a obra de um pintor excêntrico. Agora, críticos, artistas e estagiários correm contra o tempo para reaver as obras do pintor antes que coisas piores possam acontecer. 

O mais novo filme do diretor Dan Gilroy segue os passos de seu antecessor, o excelente O Abutre. Agora, ao invés de criticar os bastidores do jornalismo, Gilroy cutuca na ferida da sociedade de consumo e do ego dos artistas. Além desta discussão, o diretor insere novamente pitadas de terror e suspense como pano de fundo. Contudo, desta vez ele não conseguiu atingir a medida certa e a trama parece meio perdida no roteiro e nas intenções. 

Jake Gyllenhaal revive a parceria com Gilroy, assim como fez em O Abutre, e, apesar do esforço, fica refém de um personagem mais afetado do que profundo. Mesmo contando com um bom elenco no total, o longa não se sustente nem como filme de suspense, nem como um drama com pitadas críticas e um pouco nonsense. 

Velvet Buzzsaw deu a impressão de ter sido feito as pressas. Tanto que nem cheguei a reparar muita divulgação da Netflix. Talvez até eles mesmos tenha entendido que o resultado ficou mais a toque de caixa do que algo memorável. 

NOTA: 5


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